Após pressão do governo, canais reduzem cobertura de protestos na Venezuela
A mais grave crise política enfrentada na Venezuela tem afetado duramente a imprensa. Desde a falta de papel para os jornais até manipulaçãode imagens de protestos do país, a reação levou críticos a indicarem um possível "blecaute" da mídia, que estaria a favor do governo.
Atualizado em 20/02/2014 às 13:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Agência Brasil Emissora diminuem cobertura de protestos após críticas do governo
De acordo com a Reuters, os canais de TV que apoiaram a população ir às ruas em 2002 e auxiliaram no golpe que tirou do governo o então presidente Hugo Chávez, deixaram de lado a cobertura das manifestações contra o governo, que acarretou pelo menos cinco mortes.
O Twitter virou a principal fonte para notícias em tempo real. Os venezuelanos, entretanto, acostumados com as coberturas ao vivo, lamentam que ficam desnorteados em meio a tantos tuítes com informações antigas ou falsas.
A ministra das Comunicações, Delcy Rodríguez, disse que a imprensa internacional tem feito uma cobertura distorcida das manifestações. Segundo ela, alguns veículos divulgam fotos do conflito do Egito como se fossem tiradas na Venezuela.
"Estamos muito preocupados com a manipulação de imagens pela mídia internacional", afirmou a ministra. Ela afirmou que um jornalista da NTN24 mostrou fotos de bebês dormindo em caixas de papelão em Honduras como se fossem cenas da Venezuela.
Um dos diários mais lidos do país, o Últimas Notícias , havia planejado destacar as mortes durante os protestos em sua primeira página. No entanto, passou a privilegiar uma declaração do presidente Nicolás Maduro sobre golpe. Por sua vez, o chefe de Estado rebate as críticas de que limita a liberdade de expressão, alegando que apenas evita que a imprensa cause pânico.





