Após negociações, Playboy firma acordo para fechar capital
Após negociações, Playboy firma acordo para fechar capital
Atualizado em 11/01/2011 às 08:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após negociações, Playboy firma acordo para fechar capital
Após meses de negociações, o fundador da revista masculina Playboy , Hugh Hefner, conseguiu realizar um acordo para fechar o capital da publicação. A editora do veículo, Playboy Enterprises, planeja encerrar seu capital em uma operação que avalia a empresa em US$ 207 milhões, segundo informou a agência Reuters.A FriendFinder Networks, proprietária da concorrente Penthouse , havia oferecido um valor superior para adquirir a publicação. Atualmente, a revista conhecida pelo logotipo do coelhinho acumula US$ 115 milhões em dívidas. Suas ações, que estão na Bolsa de Valores desde 1971, caíram nos últimos anos, período em que os leitores passaram a acessar a internet em busca de fotos gratuitas.
O presidente-executivo da Playboy Enterprises, Scott Flanders, permanecerá no cargo e, segundo a publicação, manterá "um investimento significativo" na revista. Já a Icon Acquisition Holdings, controlada por Hefner, comprará as ações da Playboy em parceria com a Rizvi Traverse Management. A Icon oferece US$ 6,15, valor que supera uma antiga proposta feita pelos papeis da publicação e que equivale a 18% sobre o fechamento da Bolsa da última sexta (07).
O fundador da publicação possui cerca de 70% das ações ordinárias de classe A e 28% das cotas classe B. Hefner e a empresa Plainfield Asset Management, outra grande acionista da Playboy, pretendem transferir seus papeis durante a operação de fechamento de capital.
Em julho de 2010, Hefner fez a primeira oferta para aquisição da companhia, propondo US$ 5,50 por ação. O valor foi superado pela dona da Penthouse , que chegou a oferecer US$ 6,25 por cota. Sobre o fechamento do capital da Playboy , Hefner declarou que a revista "voltará às suas raízes como uma empresa privada", e que acredita que o acordo "nos dará os recursos e a flexibilidade para que a Playboy volte a sua posição original e para expandir ainda mais nossos negócios ao redor do mundo", segundo informou o portal Monitor Mercantil Digital.
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