Após matéria sobre grupo de extermínio, repórter sofre ameaças na Bahia
Há 15 anos no jornal baiano Correio, o repórter especializado em segurança pública Bruno Wendel recebeu esta semana mensagens de celular comameaças e xingamentos.
Atualizado em 19/05/2021 às 17:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
A reportagem que teria motivado as ameaças foi sobre o soldado Joedson dos Santos Andrade, da Polícia Militar, que chegou a ser preso no âmbito das investigações sobre grupos de extermínio e extorsão. Morto a tiros no domingo, em suposto confronto com suspeitos, o soldado respondia em liberdade na condição de investigado. Crédito:Reprodução Correio Print das ameaças e agressões recebidas pelo repórter Bruno Wendel
Ao todo quatro pessoas teriam mandado mensagens para o celular do repórter. Segundo texto do Correio, um dos remetentes chamou o jornalista de 'vagabundo'. Outro sugeriu que veículo e jornalista não reconhecem o trabalho das forças de segurança pública. E uma terceira pessoa disse que o jornalista "tem de se retratar".
As mensagens com ameaças foram acompanhadas de uma nota de repúdio escrita em nome da tropa da 59ª Companhia Independente de Polícia Militar/Vila de Abrantes. O texto corrobora os ataques ao profissional, alegando que as afirmações imputadas nas matérias de Bruno ao policial morto "são totalmente inverídicas, mentirosas e descabida (SIC) de credibilidade".
A nota afirma que o soldado não era réu e, sim, investigado pela Secretaria de Segurança Pública/BA pela morte de dois homens "em combate armado". "Em momento algum o processo que tramita em segredo de justiça afirma que os policiais envolvidos são réus, culpados ou inocentes, e sim estão denominados como investigados", prossegue a nota enviada pelos agressores.
Bruno Wendel afirmou que, apesar dos 15 anos dedicados à cobertura de segurança pública, nunca havia sofrido ameaças desse tipo. "Todo meu trabalho investigativo envolve estar nas delegacias, nas companhias. A polícia entende meu trabalho. Fiz outras matérias de denúncias de crimes cometidos por policiais e nunca fui ameaçado", disse o jornalista.





