Após declaração polêmica de presidente, jornalista é morto a tiros no Sudão
O jornalista Peter Julius Moi, do Sudão, foi morto a tiros na última quarta-feira (19/8). O assassinato do repórter aconteceu logoapós o presidente do país, Salva Kiir, ameaçar “matar profissionais de imprensa que trabalharem contra o governo”.
Atualizado em 20/08/2015 às 16:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
do , foi morto a tiros na última quarta-feira (19/8). O assassinato do repórter aconteceu logo após o presidente do país, Salva Kiir, ameaçar “matar profissionais de imprensa que trabalharem contra o governo”.
Crédito:Reprodução Jornalista foi assassinado após presidente dizer que mataria membros da imprensa
“A liberdade de imprensa não significa que você trabalhe contra seu país. E se algum deles não sabe que esse país já matou pessoas, vamos demonstrar isso com eles algum dia”, disse o governante antes de viajar à Etiópia promover negociações de paz.
De acordo com a Reuters, o jornalista trabalhava para o portal New Nation em Juba, capital do país, e foi baleado a caminho de casa. Moradores da região afirmam que ele foi atingido por dois tiros nas costas.
Para o representante do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) na África, Tom Rhodes, ainda é cedo para dizer se “a tragédia” tem relação com o pronunciamento do presidente. “Os jornalistas locais estão cada vez mais forçados à auto-censura para continuar fazendo seu trabalho”, afirmou.
Moi não é o primeiro jornalista que morreu no Sudão do Sul. Em janeiro deste ano, outros seis profissionais foram assassinados em uma emboscada na região de Bahr el-Ghazal. Vários jornais e emissoras de televisão também foram fechadas pelas autoridades sem aviso prévio ou mandado judicial.
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Crédito:Reprodução Jornalista foi assassinado após presidente dizer que mataria membros da imprensa
“A liberdade de imprensa não significa que você trabalhe contra seu país. E se algum deles não sabe que esse país já matou pessoas, vamos demonstrar isso com eles algum dia”, disse o governante antes de viajar à Etiópia promover negociações de paz.
De acordo com a Reuters, o jornalista trabalhava para o portal New Nation em Juba, capital do país, e foi baleado a caminho de casa. Moradores da região afirmam que ele foi atingido por dois tiros nas costas.
Para o representante do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) na África, Tom Rhodes, ainda é cedo para dizer se “a tragédia” tem relação com o pronunciamento do presidente. “Os jornalistas locais estão cada vez mais forçados à auto-censura para continuar fazendo seu trabalho”, afirmou.
Moi não é o primeiro jornalista que morreu no Sudão do Sul. Em janeiro deste ano, outros seis profissionais foram assassinados em uma emboscada na região de Bahr el-Ghazal. Vários jornais e emissoras de televisão também foram fechadas pelas autoridades sem aviso prévio ou mandado judicial.
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