Após decisão contrária do TJ-SP, fotógrafo que ficou cego vai recorrer ao STF em busca de indenização
Desembargadores da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) mantiveram ontem decisão judicial de 2017 que nega o pedido de indenização do fotógrafo Sérgio Silva.
Atualizado em 27/04/2023 às 08:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ele perdeu a visão de um olho ao cobrir manifestações realizadas na capital paulista, em junho de 2013. Na ocasião, Sérgio foi atingido por um tiro de bala de borracha disparado por um policial militar.
Assim como ocorreu em 2017, os magistrados seguiram decisão de primeira instância do juiz Olavo Zampol Júnior, que alegou que o fotógrafo assumiu riscos de seu ofício. Ademais, o TJ-SP considerou Sérgio culpado por "se colocar na linha de confronto". Crédito: Reprodução Atingido por bala de borracha disparada por policial militar em 2013, fotógrafo Sérgio Silva luta na Justiça por indenização Advogado do fotógrafo, Maurício Vasques reclamou de não ter tido permissão de se manifestar perante os desembargadores. Ele também afirmou que irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), que em 2021 determinou que o estado de São Paulo indenize o também fotógrafo Alex Silveira, que ficou cego em 2000 ao ser atingido por uma bala de borracha disparada por um policial durante manifestação de professores. Na ocasião Alex trabalhava para o extinto jornal Agora.
À imprensa, o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello criticou a decisão do TJ-SP e afirmou que ela fere o direito ao exercício profissional de fotógrafos e jornalistas. Marco Aurélio também afirmou que a negação do pedido de indenização serve como aval a ações desproporcionais de forças de segurança contra profissionais de imprensa.
Assim como ocorreu em 2017, os magistrados seguiram decisão de primeira instância do juiz Olavo Zampol Júnior, que alegou que o fotógrafo assumiu riscos de seu ofício. Ademais, o TJ-SP considerou Sérgio culpado por "se colocar na linha de confronto". Crédito: Reprodução Atingido por bala de borracha disparada por policial militar em 2013, fotógrafo Sérgio Silva luta na Justiça por indenização Advogado do fotógrafo, Maurício Vasques reclamou de não ter tido permissão de se manifestar perante os desembargadores. Ele também afirmou que irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), que em 2021 determinou que o estado de São Paulo indenize o também fotógrafo Alex Silveira, que ficou cego em 2000 ao ser atingido por uma bala de borracha disparada por um policial durante manifestação de professores. Na ocasião Alex trabalhava para o extinto jornal Agora.
À imprensa, o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello criticou a decisão do TJ-SP e afirmou que ela fere o direito ao exercício profissional de fotógrafos e jornalistas. Marco Aurélio também afirmou que a negação do pedido de indenização serve como aval a ações desproporcionais de forças de segurança contra profissionais de imprensa.





