Após contratar Temer, Google pede arquivamento de investigação sobre campanha contra PL das Fake News

Atualizado em 06/07/2023 às 14:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Após contratar o ex-presidente Michel Temer para atuar a seu favor no Congresso, o Google pediu esta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito policial que investiga campanhas de comunicação da empresa contrária ao PL das Fake News, que busca instituir a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.
Em maio último, o ministro Alexandre de Moraes mandou investigar, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por suposto abuso de poder econômico, diretores do Google e do Telegram por críticas públicas ao projeto. Crédito: Beto Barata/Reprodução Estado de Minas Ex-presidente Michel Temer já estaria atuando há três semanas como medidador do Google junto a parlamentares O inquérito foi aberto após o Google exibir em sua página inicial, para todos os usuários, uma ‘mensagem de alerta’ contra o PL. A mensagem continha um texto opinativo de Marcelo Lacerda, diretor de relações governamentais e políticas públicas da empresa. Dentre outras críticas, o artigo acusava o PL das Fake News de ‘aumentar a confusão entre o que é verdade e mentira no Brasil’.
Atos criminosos

No pedido de arquivamento do inquérito protocolado anteontem, os advogados da empresa sustentam que a manifestação contribuiu para o "debate democrático de ideias, e não o contrário”, e que “não há quaisquer atos criminosos a serem investigados”.
A pressão das empresas deu resultados. Após aprovar regime de urgência ao PL das Fake News, a Câmara adiou a votação e anunciou um acordo entre deputados.
Segundo investigação da Polícia Federal, somente o Google gastou R$ 2 milhões em anúncios contra o projeto. De acordo com o inquérito em tramitação no STF, para combater o PL das Fake News, Google e Telegram usaram "toda sorte de artifícios em uma sórdida campanha de desinformação, manipulação e intimidação, aproveitando-se de sua posição hegemônica no mercado”.