Além de cuidar da saúde mental da equipe e reforçar a segurança digital, física e patrimonial do veículo e de seus colaboradores, o dinheiro será destinado a aprofundar investigações jornalísticas sobre interferências indevidas no processo eleitoral. Também estão previstos gastos com assistência jurídica e a compensação de retaliações comerciais que a empresa alega ter sofrido após defender em editorial o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Reprodução
"Fazer jornalismo independente sempre foi um desafio em 18 anos de existência (...) Nessas quase duas décadas, sofremos tentativas de intimidação e de estrangulamento comercial e assédio judicial, ações que pretendiam impedir o nosso exercício profissional. Mas nunca recebemos ameaças tão graves", diz trecho do texto de divulgação da campanha. Ameaças de morte e de estupro
No caso do fórum anônimo 1500chan, o autor da reportagem, Lucas Neiva, e a editora Vanessa Lippelt foram ameaçados de morte e tiveram seus dados pessoais e de familiares vazados. Vanessa também foi ameaçada de estupro. Já o site sofreu sucessivos ataques digitais, que chegaram a deixá-lo fora do ar por horas.
A reportagem destacou uma postagem que incentivava a produção de fake news em favor do presidente Jair Bolsonaro, para influenciar as eleições de outubro. Do tipo imageboard, o fórum permite que internautas se comuniquem sem identificação. Além de mensagens de apoio a Bolsonaro, o fórum é repleto de ataques a movimentos sociais, conteúdos racistas e antissemitas e teorias da conspiração. O boletim de ocorrência do caso foi registrado na 9ª Delegacia de Polícia de Brasília.
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