Após 22 anos de Folha, Ricardo Feltrin lança guia de como lidar com crises e jornalistas
Tubarões brancos, mangustos, águias, crocodilos, piranhas, leões e... jornalistas? Sim. O jornalista faz parte da lista “dos maiores, mais vorazes e perigosos predadores da natureza”.
Atualizado em 03/05/2013 às 16:05, por
Thais Naldoni e Camilla Demario.
Pelo menos é o que afirma o “membro da categoria” Ricardo Feltrin, que, após extensa carreira no Grupo Folha como repórter, redator, editorialista, colunista político e de TV, além de editor-chefe, secretário de Redação e um dos responsáveis pela reforma gráfica que transformou a Folha Online em Folha.com, resolveu abandonar a rotina das redações e abraçar novos projetos.
O primeiro deles rendeu o livro “Como lidar com crises, jornalistas e outros predadores”, lançado neste mês de maio pela Belaletra Editora. A obra, um guia bem-humorado de como “pessoas comuns, empresários e políticos (honestos)”, além de assessores corporativos, podem lidar com os jornalistas, caso um dia precisem.
Crédito:Luiz Murauskas Para ilustrar a veia feroz de um jornalista predador, Feltrin lista a cadeia alimentar legítima dos colegas, ou seja, pessoas que não podem reclamar, caso sejam alvo de repórteres ou paparazzi. São eles: criminoso colarinho-branco... ou preto; empresário corrupto; empresa incompetente; político ladrão; partido safado; assaltantes e criminosos em geral; jogador de futebol em atividade, enchendo a “manguaça” na noite; atriz comprometida trocando beijocas e carícias com outra celebridade, causando tumulto em local público, e artista que dá “chilique” no palco.
Os assessores de comunicação ganharam um capítulo à parte para aprender a lidar com essa perigosa fera. De acordo com Feltrin, mereceriam um livro. Só para eles, dicas que vão desde pesquisas simples antes de entrar em contato com alguém em jornal até a melhor hora para entrar em contato com determinadas editorias para evitar respostas grosseiras: “Você não vai ligar para ‘Cotidiano’ ou ‘Economia’ nas primeiras horas da manhã, quando eles estão checando a cidade e a Bolsa de Valores está abrindo”.
Com 50 anos de idade e 22 de profissão, Feltrin é figura conhecida no jornalismo nacional, seja por seu humor e acidez impressos na coluna hoje publicada no F5 – site de entretenimento da Folha de S.Paulo – ou no programa Ooops!, que apresenta no UOL, seja pelo sucesso na implantação de novos projetos online no jornal.
À IMPRENSA, o jornalista analisou casos recentes de erros cometidos por assessorias corporativas, falou cobre cobertura de celebridades e implantação de novos projetos, bem como detalhou a vida dos jornalistas, que têm seu cotidiano totalmente envolto em crises. Acompanhe.
IMPRENSA – Por que é tão importante que as pessoas saibam lidar com crises? Ricardo Feltrin - Depois de trabalhar na Folha Online, Folha.com, eu percebi que todos os dias acontece alguma desgraça. Ou é um funcionário que fez uma besteira em um banco, ou é um roubo, um crime passional causado por alguém da empresa. Aí, comecei a perceber que a gente vive no meio de crises. Achei que tinha um campo enorme para trabalhar, e trabalhar com humor, porque na verdade meu livro não é um tratado filosófico, ele indica formas de lidar com a crise, já que não tem como impedir que ela aconteça.
As dicas você tirou da sua vivência em redação ou buscou várias fontes? Conversei com um monte de gente, mas com 22 anos de Folha, dez de UOL, o que não faltou foi crise. Eu lembro que no dia 1º de setembro de 2001, quando acabou o caso Silvio Santos, uma crise sem precedentes, eu sentei com a minha editora de “Cotidiano”, a Lívia Marra, e disse: “Puxa, Lívia, nunca mais vai acontecer nada tão desgraçado”. Dez dias depois, dois aviões batem no World Trade Center. Depois teve o caso PCC, que foi o mais difícil que cobri em 22 anos.
Leia a entrevista completa na edição de maio (289) de IMPRENSA.

O primeiro deles rendeu o livro “Como lidar com crises, jornalistas e outros predadores”, lançado neste mês de maio pela Belaletra Editora. A obra, um guia bem-humorado de como “pessoas comuns, empresários e políticos (honestos)”, além de assessores corporativos, podem lidar com os jornalistas, caso um dia precisem.
Crédito:Luiz Murauskas Para ilustrar a veia feroz de um jornalista predador, Feltrin lista a cadeia alimentar legítima dos colegas, ou seja, pessoas que não podem reclamar, caso sejam alvo de repórteres ou paparazzi. São eles: criminoso colarinho-branco... ou preto; empresário corrupto; empresa incompetente; político ladrão; partido safado; assaltantes e criminosos em geral; jogador de futebol em atividade, enchendo a “manguaça” na noite; atriz comprometida trocando beijocas e carícias com outra celebridade, causando tumulto em local público, e artista que dá “chilique” no palco.
Os assessores de comunicação ganharam um capítulo à parte para aprender a lidar com essa perigosa fera. De acordo com Feltrin, mereceriam um livro. Só para eles, dicas que vão desde pesquisas simples antes de entrar em contato com alguém em jornal até a melhor hora para entrar em contato com determinadas editorias para evitar respostas grosseiras: “Você não vai ligar para ‘Cotidiano’ ou ‘Economia’ nas primeiras horas da manhã, quando eles estão checando a cidade e a Bolsa de Valores está abrindo”.
Com 50 anos de idade e 22 de profissão, Feltrin é figura conhecida no jornalismo nacional, seja por seu humor e acidez impressos na coluna hoje publicada no F5 – site de entretenimento da Folha de S.Paulo – ou no programa Ooops!, que apresenta no UOL, seja pelo sucesso na implantação de novos projetos online no jornal.
À IMPRENSA, o jornalista analisou casos recentes de erros cometidos por assessorias corporativas, falou cobre cobertura de celebridades e implantação de novos projetos, bem como detalhou a vida dos jornalistas, que têm seu cotidiano totalmente envolto em crises. Acompanhe.
IMPRENSA – Por que é tão importante que as pessoas saibam lidar com crises? Ricardo Feltrin - Depois de trabalhar na Folha Online, Folha.com, eu percebi que todos os dias acontece alguma desgraça. Ou é um funcionário que fez uma besteira em um banco, ou é um roubo, um crime passional causado por alguém da empresa. Aí, comecei a perceber que a gente vive no meio de crises. Achei que tinha um campo enorme para trabalhar, e trabalhar com humor, porque na verdade meu livro não é um tratado filosófico, ele indica formas de lidar com a crise, já que não tem como impedir que ela aconteça.
As dicas você tirou da sua vivência em redação ou buscou várias fontes? Conversei com um monte de gente, mas com 22 anos de Folha, dez de UOL, o que não faltou foi crise. Eu lembro que no dia 1º de setembro de 2001, quando acabou o caso Silvio Santos, uma crise sem precedentes, eu sentei com a minha editora de “Cotidiano”, a Lívia Marra, e disse: “Puxa, Lívia, nunca mais vai acontecer nada tão desgraçado”. Dez dias depois, dois aviões batem no World Trade Center. Depois teve o caso PCC, que foi o mais difícil que cobri em 22 anos.
Leia a entrevista completa na edição de maio (289) de IMPRENSA.






