Após 10 anos de privatização, telefonia dobra participação no PIB
Após 10 anos de privatização, telefonia dobra participação no PIB
Nesta terça-feira (29), a privatização do Sistema Telebrás completa dez anos. Neste período, muita coisa mudou no setor de telefonia do país. Em 1998, o telefone celular era considerado artigo de luxo. Hoje, trata-se do meio de comunicação mais utilizado no país. A realidade de uma década atrás, na qual havia filas para que se conseguisse uma linha de telefone fixo, está distante da situação atual, em que contabiliza-se cerca de 39,4 milhões de telefones fixos no Brasil, contra os 20 milhões existentes em 1998.
Quando são analisados os números da telefonia móvel, as diferenças são ainda mais expressivas. Na época da privatização, existiam 7,4 milhões de linhas utilizadas. No ano passado, já havia 133,2 milhões. E se não havia ainda internet de alta velocidade, o acesso contabilizado neste ano, só para banda larga, soma 8,3 milhões, segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo .
Em razão desta "revolução", a participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do setor de telecomunicações pulou de 3,2% em 1998, para 6,2% no final de 2007. Os investimentos das empresas do setor alcançaram a média de R$ 14 bilhões por ano, se considerado o período de 1998 a 2007. Antes, de 1994 a 1997, este valor não passava de R$ 5,6 bilhões.
Espera-se, agora, que haja um novo ciclo de investimentos, com a construção de rede de celulares 3G (terceira geração), além das redes abertas, que visam a distribuição de conteúdo. "A convergência entre telecomunicações e mídia é uma realidade", afirmou ao Estadão , Manzar Feres, principal executiva de Telecomunicações da IBM para América Latina.
Mesmo com números tão expressivos, ainda há muito a se caminhar no setor, principalmente no que diz respeito às linhas fixas para a zona rural. Além disso, os seviços de internet banda-larga ainda alcançam um percentual pequeno da população. Atualmente, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não mais de 43,1% dos municípios brasileiros contam com o serviço.
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