Aperfeiçoamento do sistema público de comunicação é discutido em seminário da EBC

Aperfeiçoamento do sistema público de comunicação é discutido em seminário da EBC

Atualizado em 03/12/2009 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quarta-feira (2), foi realizado, em Brasília, o seminário "Em construção - EBC: Diálogo com a sociedade", que discutiu o aperfeiçoamento do sistema público de comunicação no país. Foram analisadas questões técnicas, operacionais e de conteúdo da programação. De um modo geral, os painelistas e os debatedores reconheceram o esforço da EBC em dar tratamento isonômico à informação, à cultura e ao entretenimento.

No entanto, manifestaram preocupação com o fato de as TVs públicas ainda não terem encontrado uma linguagem e um formato diferente das TVs privadas para o jornalismo. Participaram do encontro representantes de mais de vinte entidades ligadas à área de comunicação pública de vários estados, estudantes e do público em geral. Os trabalhos se deram em cinco paineis, realizados durante quase doze horas, com picos de mais de duzentas visitas no chat da EBC. Os debates foram transmitidos ao vivo e em tempo real.

Tereza Cruvinel, diretora-presidente da EBC, destacou que a regionalização da programação da TV Brasil é uma prioridade da sua gestão, e que para isso a empresa está investindo na produção de conteúdos regionais e incentivando a produção independente, sem abrir mão da qualidade tanto do conteúdo quanto das transmissões.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral), Evelin Maciel, defendeu durante os trabalhos que a EBC seja a líder dentro do sistema público de televisão, que inclui as televisões públicas, legislativas (Câmara, Senado e assembleias legislativas), universitárias e públicas estaduais.

Já a presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais (Abepec), Regina Lima, comentou que só haverá uma rede pública de televisão se houver uma união que fortaleça seus segmentos. O diretor de Serviços da EBC, José Roberto Garcez, defendeu a produção de conteúdo de alta qualidade das TVs públicas, acompanhada de tecnologia que permita sua ampla divulgação.

Uma voz discordante foi a do professor Antonio Brasil, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ele criticou a tese do confronto entre TVs públicas e privadas. Quanto à programação da TV Brasil, o professor disse que ela deveria ser "experimental, ousada e não procurar fazer o mesmo que as TVs comerciais".

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