Ao menos 25 jornalistas foram presos no Irã desde início dos protestos contra morte de jovem
Desde o início os protestos pela morte de Mahsa Amini, mulher de 22 anos que foi presa pela polícia moral do Irã por desrespeitar o código de vestimenta islâmico - seu hijab, ou véu, estava frouxo, sem cobrir o rosto adequadamente -, o país tem sido palco de uma série de prisões de jornalistas.
Atualizado em 29/09/2022 às 17:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos 25 profissionais de imprensa foram detidos desde o começo das manifestações.
Mahsa Amini morreu em 16 de setembro, após ser detida e ficar sob custódia das autoridades do país. Seu funeral foi realizado em sua cidade natal, Saghez, que fica na província do Curdistão. Entidades de defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos acusam o Irã de realizar uma campanha de prisão de jornalistas críticos às autoridades iranianas, especialmente aqueles que cobriram a morte de Amini. Crédito:AFP - Reprodução (CPJ) Protestos na capital Teerã, em 22 de setembro Nesta quinta-feira (29), a repórter Elahe Mohammadi foi presa por ter realizado pelo jornal iraniano Ham Mihana a cobertura do funeral de Amini. Mohammad Ali Kamfirouzi, advogado da jornalista, declarou que ela foi convocada pelas autoridades judiciais, mas acabou detida pelas forças de segurança a caminho do interrogatório. Ele também informou que, na semana passada, as forças de segurança do país haviam revistado a casa da jornalista na capital Teerã.
Repórter que revelou caso ao mundo também foi presa
Informações não confirmadas apontam que a profissional de imprensa foi transferida para a prisão de Evin, que também fica na capital iraniana. Até o momento o governo não divulgou quais são as acusações contra a jornalista.
A polícia iraniana também prendeu a jornalista Nilufar Hamedi, do jornal Shargh, que foi ao hospital onde Amini estava em coma e ajudou a revelar o caso para o mundo. O marido de Hamedi disse que ela também está na prisão de Evin e que ainda não sabe do que ela está sendo formalmente acusada.
Além de perseguir a imprensa, as autoridades iranianas estão ameaçando celebridades que apoiam as manifestações. Nesta quinta-feira (29), o governador da provincía de Teerã, Mohsen Mansouri, disse que os famosos que "soprarem as brasas dos distúrbios" serão alvo de ações pesadas do governo.
Mahsa Amini morreu em 16 de setembro, após ser detida e ficar sob custódia das autoridades do país. Seu funeral foi realizado em sua cidade natal, Saghez, que fica na província do Curdistão. Entidades de defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos acusam o Irã de realizar uma campanha de prisão de jornalistas críticos às autoridades iranianas, especialmente aqueles que cobriram a morte de Amini. Crédito:AFP - Reprodução (CPJ) Protestos na capital Teerã, em 22 de setembro Nesta quinta-feira (29), a repórter Elahe Mohammadi foi presa por ter realizado pelo jornal iraniano Ham Mihana a cobertura do funeral de Amini. Mohammad Ali Kamfirouzi, advogado da jornalista, declarou que ela foi convocada pelas autoridades judiciais, mas acabou detida pelas forças de segurança a caminho do interrogatório. Ele também informou que, na semana passada, as forças de segurança do país haviam revistado a casa da jornalista na capital Teerã.
Repórter que revelou caso ao mundo também foi presa
Informações não confirmadas apontam que a profissional de imprensa foi transferida para a prisão de Evin, que também fica na capital iraniana. Até o momento o governo não divulgou quais são as acusações contra a jornalista.
A polícia iraniana também prendeu a jornalista Nilufar Hamedi, do jornal Shargh, que foi ao hospital onde Amini estava em coma e ajudou a revelar o caso para o mundo. O marido de Hamedi disse que ela também está na prisão de Evin e que ainda não sabe do que ela está sendo formalmente acusada.
Além de perseguir a imprensa, as autoridades iranianas estão ameaçando celebridades que apoiam as manifestações. Nesta quinta-feira (29), o governador da provincía de Teerã, Mohsen Mansouri, disse que os famosos que "soprarem as brasas dos distúrbios" serão alvo de ações pesadas do governo.





