Alto índice de penetração explica importância do rádio no Brasil
Alto índice de penetração explica importância do rádio no Brasil
Nesta quinta-feira (25), comemora-se no Brasil o "Dia do Rádio". Apesar da primeira transmissão radiofônica do país ter acontecido em 7 de setembro de 1922 - na comemoração do centenário da independência, com um discurso do então presidente Epitácio Pessoa - o veículo é homenageado no dia do nascimento de Roquete Pinto -fundador da primeira emissora do país (a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923), e considerado o "pai" do rádio brasileiro.
| Thaís Naldoni |
| Marilu Cabañas |
Surgimento de novos meios de comunicação
Oficialmente, o rádio foi inventado em 1896, pelo italiano Guglielmo Marconi. Desde então, democratizou a informação e imperou sobre os espectadores de uma forma nunca vista antes. Com o advento da televisão, da internet e do celular, muitos pensaram que ele perderia sua primazia. Mas, segundo Marilu, o que acontece é exatamente o contrário. "A idéia futura é que a internet mescle todos os meios de comunicação: TV, texto, rádio. Essa é uma fusão que propicia o rádio. Agora ele pode ser ouvido em qualquer parte do mundo, a internet só dá um ganho a mais para o rádio".
Elias José Novellino, professor de radiojornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), se considera um otimista em relação ao rádio, para ele um "instrumento potente de comunicação". Ele conta que "os alunos se surpreendem com o potencial do rádio. É como um mundo que eles não conheciam, é um meio potente, que retrata situações tão vívidas só pela voz".
Função do rádio
E em que o rádio deveria melhorar? Para o professor, "jornalisticamente a rádio sofre do mesmo mal que sofrem outros meios, que é o pouco investimento em grandes reportagens". Já Marilu acha que é necessário atentar para a função social do veículo. "No Brasil são tantas as dificuldades sociais e o rádio tem um alcance que nenhum outro meio de comunicação tem, ele consegue atingir várias camadas da sociedade".
Ela vê o rádio como um meio transformador da realidade, e os profissionais que nele trabalham como detentores desse poder de mudança. "Eu acho que é a nossa função, se nós jornalistas temos esse poder, por que não exercê-lo? Deveríamos refletir sobre o que poderíamos fazer mas não estamos fazendo".






