Aliados petistas reprovam críticas de Lula à imprensa durante período eleitoral
Aliados petistas reprovam críticas de Lula à imprensa durante período eleitoral
Os governadores eleitos e parlamentares aliados do governo federal e da candidata Dilma Rousseff (PT) disseram que querem uma participação menos agressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha da petista. Em reuniões realizada no Palácio da Alvorada na segunda e na terça (04 e 05), os políticos reprovaram as críticas de Lula à imprensa e pediram menos ironias e mais promessas.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou que a briga com a imprensa era uma "batalha perdida", e que as críticas "são, facilmente, entendidas como tentativas de coerção". "Nós nascemos da contestação ao autoritarismo e acabam nos colocando a pecha de autoritários", disse Wagner, sem citar o presidente da República.
Outro governador reeleito, Eduardo Campos (PSB-PE), também reprovou a postura de Lula durante a corrida eleitoral: "Nós vivemos além das pancadas que recebemos", afirmou.
As declarações dos participantes das reuniões foram feitas depois que a candidata do PT pediu que avaliassem os aspectos positivos e negativos de sua campanha. Lula também havia participado dos encontros com aliados, e disse reconhecer que sua postura contra a imprensa não foi amigável: "Eu fui muito duro em alguns Estados por onde passei, mas precisava ajudar a eleger alguns senadores. O Lulinha paz e amor estará de volta", afirmou.
Outros temas, como a derrota de alguns adversários e a estratégia que a campanha de Dilma adotará para o segundo turno, foram abordados nos encontros.
Em setembro, a candidata petista afirmou que, mesmo os veículos de mídia tendo "exagerado um pouco", não interferirá no trabalho dos jornalistas. Dilma chegou a prometer, caso for eleita, deixar que os profissionais de imprensa a critiquem "o dia inteiro".
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