"Ainda são abaixo do nível amador", diz jornalista sobre cobertura paraolímpica
No próximo dia 24, IMPRENSA promove, em parceria com o curso de Jornalismo da ESPM de São Paulo, o Fórum Online Cobertura Paraolímpica, que
Atualizado em 15/06/2016 às 16:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
No próximo dia 24 de junho, IMPRENSA promove, em parceria com o curso de Jornalismo da ESPM de São Paulo, o , que será transmitido ao vivo, a partir das 15h. A ideia é capacitar profissionais da editoria esportiva para a cobertura dos Jogos e entender os desafios em cada etapa.
Crédito:Divulgação
Jairo Marques, repórter e colunista da "Folha de S.Paulo" Para debater o assunto, IMPRENSA chamou jornalistas, especialistas e personalidades. Entre os convidados, está o jornalista Jairo Marques, repórter e colunista da Folha de S.Paulo . Ele participa do painel "Impactos da Paraolimpíada no contexto da inclusão social", ao lado de Dudu Braga, secretário adjunto de Marianne Pinotti na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, e Flávia Cintra, repórter do "Fantástico", da TV Globo.
Os profissionais discutirão questões ligadas à inclusão social por meio do esporte, o paradigma social sobre deficiência, e de que maneira o movimento de inclusão social fomentado pela competição no Brasil acaba estimulando a criação de políticas públicas e interesse da população sobre o tema.
Marques afirma que praticamente não existe cobertura do paradesporto no Brasil. Segundo ele, a imprensa noticia momentos específicos de seu interesse e personagens que, com suas trajetórias pessoais, ganham destaque. "Nem mesmo sites especializados em esporte possuem algum grau de comprometimento com essas modalidades. Embora tenha havido avanço na representatividade de algumas disputas, de reconhecimento, as coberturas ainda são abaixo do nível amador", observa.
Para o jornalista, o impacto da realização dos Jogos no Brasil, considerando aspectos de infraestrutura de acessibilidade e a visão da sociedade sobre o deficiente, deveria ser profundo. "Parte da razão de existirem jogos específicos voltados às pessoas com deficiência é para despertar debates e espíritos de inclusão", diz.
O repórter também acredita que a competição deve deixar como legado a uma cidade paraolímpica não apenas rampas e acessos facilitados, mas um pensamento mais apurado sobre os direitos e cidadania das diferenças. "Talvez, mais perto dos Jogos, um clima mais intenso que apregoe o 'todos juntos' ganhe terreno. Por enquanto, não vejo muito essa atmosfera de integração".
Marques avalia ainda que a imprensa não conhece ao certo a dimensão e o significado da realização do evento no país. "A pressão de resultados cada vez melhores dos atletas nacionais, talvez, vá mexer de maneira significativa com isso. Não acredito que será perdida uma grande oportunidade de brindar excelentes performances esportivas e a inclusão", completa.
Serviço:
Fórum Online Cobertura Paraolímpica – conteúdo e treinamento
24 de junho, a partir das 15h
Transmissão ao vivo pelo Portal IMPRENSA
Inscrição gratuita e informações pelo site:





