Agressões a jornalistas mineiros: vítimas querem punição a PMs que foram omissos

O caso das agressões a nove jornalistas mineiros, ocorridas nos dias 5 e 6 de janeiro, em frente ao quartel da 4ª Região Militar, em Belo Horizonte, levou o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) a solicitar uma reunião com a equipe do governador Romeu Zema.

Atualizado em 17/01/2023 às 12:01, por Redação Portal IMPRENSA.



O encontro aconteceria nesta segunda-feira (16 jan/23), mas foi desmarcado de última hora em função de alegados problemas na agenda do governador.
Os ataques aos profissionais de imprensa ocorreram durante a cobertura do desmanche de um acampamento bolsonarista. Segundo as vítimas, que trabalham em veículos como Band Minas e O Tempo, houve omissões de policiais militares durante as agressões. Crédito: Jair Amaral/EM/DA Press Agressões a jornalistas ocorreram durante cobertura de desmanche de acampamento bolsonarista No último sábado, a Polícia Civil de Minas Gerais realizou uma coletiva de imprensa para anunciar que identificou entre 10 e 12 bolsonaristas envolvidos nas agressões aos profissionais de imprensa.
Frustração

Vice-presidente do SJPMG, Lina Rocha pediu respostas mais céleres das autoridades e os nomes dos agressores. As vítimas também estariam frustradas com a ausência de nomes de indiciados e de decretação de prisões. Segundo a Polícia Civil, quatro inquéritos foram instaurados sobre o caso.
Além de solicitar uma reunião com o governador de Minas, o SJPMG formalizou junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) e à Procuradoria-Geral de Justiça um pedido para que as agressões sejam devidamente apuradas.
As investigações estão sob o comando da delegada Cinara da Rocha e Santos Lima. Há suspeita de relações entre os agressores dos jornalistas com outras atividades criminosas, incluindo a participação nos atos terroristas ocorridos em Brasília.