Afiliadas da Globo no Sul combatem crack e violência
O Grupo Paranaense de Comunicação (Grpcom) lança o início da campanha "Paz sem voz é medo" e o RBS a campanha Crack nem Pensar
Atualizado em 26/07/2011 às 11:07, por
Luiz Gustavo Pacete.
Crédito: Rubens Vandresen
Carlyle Ávila, diretor de produção e programação da RPC TV
É a terceira campanha lançada pelo grupo que já desenvolveu esforços sobre o trânsito em 2009 e o voto consciente em 2010. Um dos indicadores utilizados pelo Grpcom para justificar o esforço é a quarta colocação da capital Curitiba em crescimento na taxa de homicídios entre 1998 e 2008, de acordo com o Mapa da Violência 2011. Além disso, o estado do Paraná abriga cidades classificadas como as mais violentas do país, entre elas, Campina Grande do Sul, Guaíra, Santa Terezinha de Itaipu, Piraquara, Guaratuba e Almirante Tamandaré.
De acordo com Carlyle Ávila, diretor de produção e programação da RPC TV, o grupo já acompanhava os índices de aumento na violência com preocupação. "Nosso papel como veículo de comunicação é alertar a comunidade, estimular que as pessoas se organizem em Conselhos de Segurança e incentivar o trabalho conjunto entre sociedade e Governo para revertermos esse cenário", destaca Carlyle.
A "Paz sem voz é medo" já está sendo divulgada por meio de anúncios, filmes, spots e peças de internet. Além disso, o grupo investe em campanhas também utilizando redes sociais e conta com a ajuda das rádios em uma abordagem mais próxima da população paranaense. "O posicionamento das rádios nas campanhas do Grpcom é sempre forte, pois sabemos que, em especial, na 98FM falamos diretamente com o público mais atingido e que será o mais beneficiado pelos resultados que esperamos", conta Murilo Bonucci, coordenador de marketing da unidade rádios.
O grupo destaca que além do investimento em publicidade, a campanha irá mais a fundo envolvendo editorialmente os canais de mídia. A cobertura do tema nos veículos de comunicação, segundo Sandra Gonçalves, diretora de redação da Gazeta do Povo, não pode trazer a sensação de insegurança maior do que ela realmente é. "Iremos mostrar o cenário de violência, mas também vamos propor caminhos e mostrar soluções adotadas por outras cidades para resolver o problema", explica.
Crack nem pensar
Crédito:Divulgação Antonio Tigre, vice-presidente de gestão e pessoas do Grupo RBS
Outro grupo de comunicação da região que intensificou esforços em campanhas de conscientização foi o RBS, presente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina ele também promove a segunda etapa da campanha "Crack, Nem Pensar", lançada em 2009 por meio de ações editoriais com o objetivo de combater o consumo do crack e de outras drogas.
Antonio Tigre, vice-presidente de gestão e pessoas do Grupo RBS, comenta que a campanha foi destaque no balanço social do grupo em 2010. "A campanha foi lançada em 2009, mas seguiu forte no ano que passou, com ações envolvendo nossos colaboradores, consumidores e as comunidades em que atuamos. Foram mais de 500 ações sociais, mobilizando 600 organizações e cerca de 100 mil pessoas, tudo para combater o consumo desta e de outras drogas", conclui.
Além das divulgações em mídia o projeto também realiza ações com a população das regiões metropolitanas dos dois estados.
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