Aeronáutica diz que texto da Época sobre acidente da Air France é "irresponsável"
Aeronáutica diz que texto da Época sobre acidente da Air France é "irresponsável"
Aeronáutica diz que texto da Época sobre acidente da Air France é "irresponsável"
| Agência Brasil |
| Nelson Jobim |
Ao falar do acidente do voo AF 447 da Air France, que caiu no mar após decolar na noite do dia 31 de maio do Rio de Janeiro com destino a Paris, a revista o compara com o choque entre um avião da Gol e um jato Legacy em 2006, que provocou a morte de 154 pessoas. No subtítulo, a Época afirma que "quase três anos depois da tragédia do voo 1907 da Gol, seria de esperar que tais pontos cegos tivessem desaparecido".
"Relatos de pilotos e controladores aéreos davam conta da dificuldade de estabelecer contato com as aeronaves numa extensa faixa de território entre Brasília e Manaus. A esses locais de difícil comunicação dá-se o nome de zona cinzenta ou ponto cego. Apesar de as causas do acidente envolvendo o voo 447 da Air France ainda não terem sido descobertas, a tragédia envolvendo o avião francês pôs o assunto no centro das atenções. Quase três anos depois da tragédia do voo 1907 da Gol, seria de esperar que tais pontos cegos tivessem desaparecido", diz o texto.
| Força Aérea Brasileira |
| Resgate dos destroços do avião da Air France |
Na nota, a Aeronáutica explica o funcionamento do controle do tráfego aéreo durante a travessia de oceanos; ele é apoiado nas comunicações de rádio, porque não há como estruturar uma rede de cobertura radar ali. "De forma irresponsável, a matéria deixa de contextualizar o assunto", afirma.
Segundo o Centro de Comunicação Social, a aeronave foi acompanhada pelos radares brasileiros até o último equipamento disponível, na ilha de Fernando de Noronha, quando já voava além da costa brasileira, em mar aberto.
"A reportagem ignora o resultado da investigação técnica sobre o acidente com o voo 1907, divulgado no ano passado após mais de dois anos de trabalhos e que deixou claro que a cobertura radar no Brasil não foi fator contribuinte para aquela ocorrência. Tal omissão da reportagem compromete o entendimento dos leitores sobre a segurança no país", diz a nota.
A Aeronáutica conclui seu comunicado de esclarecimento alegando que "não é prudente que um eventual debate seja balizado pelo terrorismo informativo, com a simplificação de exemplos, com a manipulação de comparações, com o uso de dados fora de contexto e sob a influência de reivindicações pessoais", informou o JC Online.
Leia mais






