Advogado de jornalista detido em Angola acusa autoridades de torturarem testemunhas
Advogado de jornalista detido em Angola acusa autoridades de torturarem testemunhas
Eusébio Rangel, advogado do jornalista angolano José Lelo, preso em Cabinda, denunciou nesta segunda-feira (7) que os seis militares que testemunharam contra o jornalista "foram vítimas de tortura durante 30 dias".
O ex-correspondente da rádio Voz da América foi preso sob a acusação de "instigação à rebelião" e crime contra a segurança do Estado, no dia 15 de novembro de 2007, pelas autoridades angolanas, e depois transferido para uma cadeia de Luanda enquanto corriam as investigações. No final de março, ele foi transferido para a cidade de Cabinda.
Rangel disse que tem "informações fidedignas de que os homens foram torturados e tudo quanto se conseguiu no processo que envolve o meu constituinte (José Lelo) foi devido às torturas a que foram submetidos". Ele referiu ter havido até "tentativa de enforcamento" de um dos militares, que apresentou "escoriações" no pescoço.
Quanto ao jornalista, o advogado informou que não está ainda definida a data do julgamento, mas que o seu cliente "está com saúde" e recebe alimentação da família, queixando-se apenas das restrições em receber visitas de amigos e familiares.
Quando foi dettido, José Lelo trabalhava para uma empresa ligada ao setor petrolífero, e já não era correspondente da estação radiofônica Voz da América. As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes supostamente cometidos por ele.
Com informações da Agência Lusa
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