Advogado de jornalista detido em Angola acusa autoridades de torturarem testemunhas

Advogado de jornalista detido em Angola acusa autoridades de torturarem testemunhas

Atualizado em 07/04/2008 às 13:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Eusébio Rangel, advogado do jornalista angolano José Lelo, preso em Cabinda, denunciou nesta segunda-feira (7) que os seis militares que testemunharam contra o jornalista "foram vítimas de tortura durante 30 dias".

O ex-correspondente da rádio Voz da América foi preso sob a acusação de "instigação à rebelião" e crime contra a segurança do Estado, no dia 15 de novembro de 2007, pelas autoridades angolanas, e depois transferido para uma cadeia de Luanda enquanto corriam as investigações. No final de março, ele foi transferido para a cidade de Cabinda.

Rangel disse que tem "informações fidedignas de que os homens foram torturados e tudo quanto se conseguiu no processo que envolve o meu constituinte (José Lelo) foi devido às torturas a que foram submetidos". Ele referiu ter havido até "tentativa de enforcamento" de um dos militares, que apresentou "escoriações" no pescoço.

Quanto ao jornalista, o advogado informou que não está ainda definida a data do julgamento, mas que o seu cliente "está com saúde" e recebe alimentação da família, queixando-se apenas das restrições em receber visitas de amigos e familiares.

Quando foi dettido, José Lelo trabalhava para uma empresa ligada ao setor petrolífero, e já não era correspondente da estação radiofônica Voz da América. As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes supostamente cometidos por ele.

Com informações da Agência Lusa

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