Advogado da família de jornalista morto em Porto Ferreira é impedido de examinar processo

Advogado da família de jornalista morto em Porto Ferreira é impedido de examinar processo

Atualizado em 12/09/2007 às 15:09, por Thaís Naldoni/Redação Portal IMPRENSA.

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O caso do assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon, 37 anos, da cidade de Porto Ferreira (SP), continua sem solução. Barbon - que colaborava com o Jornal do Porto e JC Regional , e ficou conhecido nacionalmente após chegar às finais do Prêmio Esso de Jornalismo, com matéria que denunciava o aliciamento de menores por vereadores da cidade - foi morto no dia 06/05/07, alvejado por dois tiros, enquanto estava em um bar, acompanhado de amigos.

Hoje, mais de quatro meses depois do assassinato, os mandantes e executores do crime não foram descobertos. As investigações continuam, inclusive, segundo informam fontes locais, nesta quarta-feira (12/09), estão sendo colhidos novos depoimentos.

A novidade, no entanto, é a decisão da juíza Milena de Barros, da 1ª Vara Criminal de Porto Ferreira, que determinou que a investigação ocorresse em segredo de Justiça. Para tanto, até mesmo o advogado da família de Barbon, Dr. Ricardo Ramos, foi impedido de ter acesso ao processo.

Por conta disso, a representação local da Ordem dos Advogados do Brasil, indignada com a proibição, está encaminhando ofício à seccional estadual, repudiando a decisão. "Esse é um fato grave, que impede que nós, advogados, possamos exercer de maneira eficiente nossa função", explica Ramos.

Procurada pelo Portal IMPRENSA, a juíza Milena de Barros não foi encontrada.

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