Acusados pela morte do jornalista Luiz Carlos Barbon vão a júri no dia 25 de março

Acusados pela morte do jornalista Luiz Carlos Barbon vão a júri no dia 25 de março

Atualizado em 08/02/2010 às 13:02, por Redação Portal IMPRENSA.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) marcou para o dia 25 de março o julgamento dos cinco réus indiciados pelo assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho. Colaborador do Jornal do Porto , Barbon foi morto a tiros no dia seis de maio de 2007, em frente a um bar na cidade de Porto Ferreira, interior de São Paulo.

Jornal do Porto
Luiz Carlos Barbon

De acordo com as investigações do Ministério Público Estadual (MPE-SP), o assassinato teria ocorrido em represália a reportagens do jornalista que registravam denúncias sobre irregularidades de policiais, autoridades e comerciantes da região.

O julgamento será às 9h, no Quinto Tribunal do Júri de São Paulo. Dos cinco indiciados pelo assassinato, quatro são policiais militares: o sargento da PM Edson Luís Ronceiro, os soldados Valnei Bertoni e Paulo César Ronceiro e o capitão Adélcio Carlos Avelino. O comerciante Carlos Alberto da Costa também vai a júri, informa o repórter Lauro Sampaio, da Tribuna de Ribeirão .

Por determinação do promotor do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (GAECO), Gaspar da Silva Júnior, os PMs estão detidos desde o dia quatro de março de 2008 no presídio Romão Romes. Já o comerciante Alberto da Costa está preso na penitenciária de Itirapina.

Em novembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de hábeas-corpus ao capitão Adélcio Avelino, mantendo-o preso até a data do julgamento.

O grupo irá a júri por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. O caso ganhou repercussão internacional, com divulgação da apelo da organização de imprensa Repórteres Sem Fronteiras (RSF), pedindo agilidade no julgamento dos responsáveis pelo assassinato.

Em janeiro de 2009, a viúva do jornalista, Kátia Camargo, entrou para o "Programa de Proteção à Testemunha", após receber diversas ameaças anônimas. Ela chegou a enviar uma carta para a Anistia Internacional, pedindo segurança das autoridades.

Barbon colaborava para os veículos Jornal do Porto e JC Regional e era conhecido pelas denúncias que publicava. Por causa de uma delas, sobre a participação de políticos da região em aliciamento de menores, chegou às finais do Prêmio Esso de Jornalismo de 2003.

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