Acusados pela morte de Luiz Carlos Barbon serão julgados em São Paulo
Acusados pela morte de Luiz Carlos Barbon serão julgados em São Paulo
A juíza de Porto Ferreira (SP), Milena de Barros Ferreira, enviou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a documentação sobre o processo que apura a morte do jornalista Luiz Carlos Barbon, assassinado em maio de 2007. Segundo a magistrada, a ação tem por objetivo garantir sigilo às investigações. A alteração do local do julgamento foi uma petição do advogado da família do jornalista, Dr. Ricardo Ramos, para garantir que o júri se mantivesse neutro (sem receio de represálias) para julgar o caso.
| Jornal do Porto |
| Luiz Carlos Barbon |
Em janeiro deste ano a viúva de Barbon, Kátia Rosa Camargo, entrou para o "Programa de Proteção à Testemunha", após ter recebido uma série de ameaças. Demitida no último dia 5 de dezembro da Rádio Primavera, empresa em que trabalhava como auxiliar de escritório há 18 anos, Kátia afirmou querer "sumir" da cidade onde nasceu, já que se sentia cada vez mais insegura. "Estava com medo, vi carros estranhos parando em frente a minha casa durante a madrugada. Um Gol branco sem placa e outro escuro que não sei o modelo, várias vezes, por isso enviei e-mail à Anistia Internacional", declarou.
Luiz Carlos Barbon Filho era colaborador do Jornal do Porto e foi assassinado a tiros em frente a um bar do município de Porto Ferreira. Ele havia investigado vários casos de corrupção e outros crimes que implicavam funcionários do estado; entre outros assuntos, investigou a relação da Polícia com grupos que roubavam carga de caminhões na estrada, e desvendou uma rede de prostituição infantil gerida por vereadores e empresários de Porto Ferreira.
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