Abuso na boca do caixa: por que os recém-formados são obrigados a pagar tão caro para retirar o diploma da Faculdade?
Abuso na boca do caixa: por que os recém-formados são obrigados a pagar tão caro para retirar o diploma da Faculdade?
Depois de quatro anos pagando até R$ 969,00 por mês de mensalidade (como no caso do curso de jornalismo da PUC-MG, um dos mais caros do Brasil), chega a tão esperada hora de retirar o diploma, emoldurá-lo e pendurá-lo na parede de casa. Concluídos os créditos das matérias e apresentado o TCC, o primeiro passo rumo ao canudo é colação de grau, que geralmente ocorre logo depois do último semestre de aula. Documentos na mão, chega a hora de ir até a secretaria da Faculdade cumprir a última etapa do ritual. Para surpresa de muitos, nem nessa hora a carteira do formando é poupada. Salvo raros casos onde o preço do diploma é diluído na cobrança das mensalidades. Na maioria das vezes o canudo só é liberado mediante o pagamento de taxas que variam de acordo com o apetite por lucro de cada um.
A Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, em São Paulo, por exemplo, cobra R$ 180,00 caso o formando queria o diploma em até 30 dias. E R$ 150,00 se ele puder esperar por dois meses ou mais para pendurá-lo na parede. Por que essa cobrança, se o aluno já paga R$ 721,00 mensais de mensalidade? "É para pagar o custo administrativo e de produção do diploma", garante a secretária da universidade. Mas que custo é esse? "Qual é o custo da produção de um diploma, além de papel e tinta? Nenhum. E por mais que tivesse, as Faculdades já cobram alto demais pela mensalidade. Eles deviam aliviar a gente dessa última facada", " dispara o estudante do último ano de direito da PUC-SP, Márcio Taquaral, que desde o começo de abril lidera, com apoio de diversos Centro Acadêmicos de São Paulo, um movimento pela extinção da cobrança da cobrança do diploma. "Vamos fazer barulho, passar abaixo assinado e até acampar na porta da secretaria se for preciso. O caso da PUC é ainda mais grave, já que ela é uma universidade com fundo social e sem fim lucrativo", conclui o estudante, que, se tudo der errado, vai ser obrigado a desembolsar R$ 200,00 para a PUC e ainda esperar até dois meses para receber o diploma.
Veja esta matéria na íntegra na edição de maio da Revista IMPRENSA






