"A Liga" reestreia com proposta mais superficial, por Fabio Maksymczuk
Band estreou a temporada 2014 de “A Liga”. A atração retornou com uma nova proposta.
Atualizado em 11/04/2014 às 11:04, por
Fabio Maksymczuk.
Na última terça-feira (08/04), a Rede Bandeirantes estreou a temporada 2014 de “A Liga”, um dos mais importantes programas da emissora da família Saad. A atração retornou com uma nova proposta. Ao invés de esmiuçar um determinado fato, o quarteto trará algumas reportagens. “A Liga” perdeu a essência de apresentar o olhar de cada repórter. A ex-rebelde Mel Fronckowiak é a nova integrante da trupe. Nesta reestreia, a atriz mostrou a ocupação do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Em uma entonação bem teatral, Mel tentou, ao mesmo tempo, evidenciar as visões pró e contra o movimento do Exército. Até chorou durante a reportagem. Em seguida, Cazé testemunhou uma internação involuntária de um viciado em crack. O rapaz “detido” cuspiu na própria mãe durante o deslocamento até a clínica. Cena forte. Com o tempo curto do caso, Cazé não teve a oportunidade de explorar os dois lados do fato. Além disso, mais uma vez, a atração mostra os “craqueiros”. Já virou uma marca registrada de “A Liga”. Por fim, Mariana Weickert entrevistou uma modelo fisiculturista. A repórter mostrou o mundo dos “homens tarados por músculos”. Foi o melhor momento desta reestreia. Inusitadíssimo. O grande diferencial de “A Liga” recaía justamente no aprofundamento dos temas apresentados. O telespectador tinha o interesse em reconhecer o ângulo focalizado por cada integrante. Com a nova proposta que privilegia uma visão mais superficial, a atração fica igual a tantos outros já exibidos na TV brasileira.
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