A cobertura da Inteligência Artificial na imprensa brasileira foi assunto do mídia.JOR
A 5ª edição do evento debateu ainda sobre a importância da IA para aumentar as receitas nas redações
Atualizado em 30/09/2019 às 08:09, por
Kassia Nobre.
Durante a 5ª edição do mídia.JOR, jornalistas e pesquisadores debateram sobre a produção de Inteligência Artificial (IA) no Brasil e qual é a melhor forma de cobrir o setor. O evento contou ainda com a discussão sobre a importância da IA para aumentar as receitas nas redações.
O painel “O algoritmo tupiniquim” teve as participações de Alessandra Montini, diretora do LabData da FIA e professora FEA-USP, Lilian Ferreira, editora-chefe do VivaBem e Tilt no UOL, e Carmelo Iaria, Fundador e CEO na The Al Academy.
A mediação foi do jornalista e apresentador da TV Globo, Zeca Camargo.
Alessandra afirmou que o público de inteligência artificial no Brasil é bem segmentado. Existem pessoas que não sabem o que é IA e pessoas que estão adiantadas no assunto.
“Deveríamos ter um canal de comunicação específico para isso porque o Brasil está fazendo muita coisa interessante”, afirmou.
Já Carmelo explicou que os jornalistas precisam se preocupar com a forma de comunicação para o público sobre os assuntos que envolvam IA. “Para democratizar tem que começar a falar uma língua mais comum, sem jargões”, disse. Para Lilian este é o princípio do Tilt, canal de tecnologia recém-criado no portal UOL.
“A gente sentiu a necessidade de fazer um jornalismo de tecnologia diferente. De contar assuntos que geralmente o jornalista de tecnologia não fala. Que é falar de dados, de inteligência artificial, falar de privacidade. Sair da divulgação de produtos e serviço, como é o jornalismo de tecnologia hoje. E também falar o que é feito no Brasil por brasileiros. Porque o jornalismo de tecnologia é muito baseado em traduzir coisas que vem de fora”, explicou.
Alessandra afirmou que os grandes polos de produção de tecnologia estão nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco.
Crédito:
Algoritmo financeiro O mídia.JOR também debateu sobre a importância da Inteligência Artificial para aumentar as receitas nas redações.
O painel “O algoritmo financeiro” contou com as participações de Caio Tulio, CEO da Torabit, Beatriz Aryosa, cofundadora da Becabiz e diretora da ABRADI, Marcelo Trindade, sócio Neuromath IA e Eng. De machine learning na Gazeta do Povo, e Felipe Grantham, especialista em marketing digital na Gazeta do Povo.
A mediação foi realizada pelo curador do mídia.JOR, Lúcio Mesquita.
Marcelo e Felipe apresentaram o case “Marchine Learning para aumento da conversão”. A partir de ações de jornalismo, marketing e inteligência artificial, a Gazeta do Povo aumentou em 152% a média de conversão de assinantes.
“O jornalismo pode trabalhar junto com a inteligência artificial para o entendimento da jornada do leitor. Cada leitor tem um comportamento diferente no site. Precisamos desenhar uma estratégia para cada perfil”, explicou Marcelo.
“Hoje as empresas precisam investir pesado em tecnologia, banco de dados e em pessoas qualificadas para entender estes dados”, complementou Marcelo.
Caio lembrou que o principal desafio das redações brasileiras é transformar uma empresa de mídia em uma empresa de tecnologia. “Tem que haver uma mudança cultural pelos responsáveis pelas mídias”, afirmou.
Beatriz ressaltou a importância das empresas de comunicação e de tecnologia prestarem um serviço para a sociedade. “Como é que a gente usa a tecnologia em favor de alguma coisa que seja útil para o ser humano? Como é que distribuo conteúdo de uma maneira inteligente? Essas são as perguntas que devemos fazer como empresa”, afirmou.
mídia.JOR Idealizado pela Revista e Portal IMPRENSA, o trouxe as discussões que pautarão o futuro do jornalismo, e experiências do uso da inteligência artificial e das novas tecnologias nas redações pelo mundo. Evento aconteceu no dia 26 de setembro, no Teatro Unibes Cultural em São Paulo, e contou com o apoio da Unibes Cultural e patrocínio do Itaú Unibanco e do UOL. E o apoio de mídia da Abraji, Jeduca e Propmark.
O painel “O algoritmo tupiniquim” teve as participações de Alessandra Montini, diretora do LabData da FIA e professora FEA-USP, Lilian Ferreira, editora-chefe do VivaBem e Tilt no UOL, e Carmelo Iaria, Fundador e CEO na The Al Academy.
A mediação foi do jornalista e apresentador da TV Globo, Zeca Camargo.
Alessandra afirmou que o público de inteligência artificial no Brasil é bem segmentado. Existem pessoas que não sabem o que é IA e pessoas que estão adiantadas no assunto.
“Deveríamos ter um canal de comunicação específico para isso porque o Brasil está fazendo muita coisa interessante”, afirmou.
Já Carmelo explicou que os jornalistas precisam se preocupar com a forma de comunicação para o público sobre os assuntos que envolvam IA. “Para democratizar tem que começar a falar uma língua mais comum, sem jargões”, disse. Para Lilian este é o princípio do Tilt, canal de tecnologia recém-criado no portal UOL.
“A gente sentiu a necessidade de fazer um jornalismo de tecnologia diferente. De contar assuntos que geralmente o jornalista de tecnologia não fala. Que é falar de dados, de inteligência artificial, falar de privacidade. Sair da divulgação de produtos e serviço, como é o jornalismo de tecnologia hoje. E também falar o que é feito no Brasil por brasileiros. Porque o jornalismo de tecnologia é muito baseado em traduzir coisas que vem de fora”, explicou.
Alessandra afirmou que os grandes polos de produção de tecnologia estão nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco.
Crédito:
Algoritmo financeiro O mídia.JOR também debateu sobre a importância da Inteligência Artificial para aumentar as receitas nas redações.
O painel “O algoritmo financeiro” contou com as participações de Caio Tulio, CEO da Torabit, Beatriz Aryosa, cofundadora da Becabiz e diretora da ABRADI, Marcelo Trindade, sócio Neuromath IA e Eng. De machine learning na Gazeta do Povo, e Felipe Grantham, especialista em marketing digital na Gazeta do Povo.
A mediação foi realizada pelo curador do mídia.JOR, Lúcio Mesquita.
Marcelo e Felipe apresentaram o case “Marchine Learning para aumento da conversão”. A partir de ações de jornalismo, marketing e inteligência artificial, a Gazeta do Povo aumentou em 152% a média de conversão de assinantes.
“O jornalismo pode trabalhar junto com a inteligência artificial para o entendimento da jornada do leitor. Cada leitor tem um comportamento diferente no site. Precisamos desenhar uma estratégia para cada perfil”, explicou Marcelo.
“Hoje as empresas precisam investir pesado em tecnologia, banco de dados e em pessoas qualificadas para entender estes dados”, complementou Marcelo.
Caio lembrou que o principal desafio das redações brasileiras é transformar uma empresa de mídia em uma empresa de tecnologia. “Tem que haver uma mudança cultural pelos responsáveis pelas mídias”, afirmou.
Beatriz ressaltou a importância das empresas de comunicação e de tecnologia prestarem um serviço para a sociedade. “Como é que a gente usa a tecnologia em favor de alguma coisa que seja útil para o ser humano? Como é que distribuo conteúdo de uma maneira inteligente? Essas são as perguntas que devemos fazer como empresa”, afirmou.
mídia.JOR Idealizado pela Revista e Portal IMPRENSA, o trouxe as discussões que pautarão o futuro do jornalismo, e experiências do uso da inteligência artificial e das novas tecnologias nas redações pelo mundo. Evento aconteceu no dia 26 de setembro, no Teatro Unibes Cultural em São Paulo, e contou com o apoio da Unibes Cultural e patrocínio do Itaú Unibanco e do UOL. E o apoio de mídia da Abraji, Jeduca e Propmark.





