“A boa e velha reportagem ainda é essencial no jornalismo”, diz Patrícia Campos Mello
ial da Folha de S.Paulo , e vencedora da “11ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA”, categoria “Repórter de Jornal”, com 27% dos votos, não tem medo de gastar sola de sapato, seja no Brasil, seja em países nos quais atuar como jornalista é coisa de gente grande.
Especializada em economia e política internacional, conflitos e direitos humanos, esteve recentemente na Síria e Iraque e está escrevendo um livro sobre refugiados s?rios e o Estado Islâmico para a Companhia das Letras. Foi ela a primeira repórter brasileira a chegar ao epicentro da epidemia de ebola em Serra Leoa em 2014 e, recentemente, esteve no interior de Pernambuco cobrindo a epidemia de zika e microcefalia.
Crédito:Divulgação
Patrícia Campos Mello, vencedora da categoria "Repórter de Jornal" “Em tempos de muita opinião, pouco tempo e dinheiro curto, há cada vez menos espaço para contar histórias no jornal. Mas acho que a boa e velha reportagem ainda é essencial no jornalismo e é isso que tento fazer”, diz.
Sobre o “Mulher IMPRENSA”, Patrícia ressalta a relevância de haver um prêmio que reconhece, exclusivamente, o trabalho das mulheres na comunicação. “Infelizmente, estamos longe de viver uma situação de igualdade na profissão. Nós jornalistas mulheres precisamos nos provar todos os dias para combater vários estereótipos: de que não podemos cobrir conflitos, de que não gostamos de assuntos mais sérios, de que somos muito 'boazinhas' para sermos chefes. E ainda temos que sobreviver à dupla jornada e lidar com a culpa de não estarmos tão presentes com nossos filhos como gostaríamos. Por isso é importante que exista um prêmio como o troféu Mulher IMPRENSA, que reconhece especificamente as mulheres”, finaliza.
Categoria Repórter de jornal
1) Patrícia Campos Mello - Folha de S.Paulo: 27%
Letícia Arcoverde - Valor Econ?mico: 25% Vera Rosa - O Estado de S. Paulo: 20,5% Maria Lima - O Globo: 15% Catarina Alencastro - O Globo: 13%

