“Já reparou que há armários inteligentes espalhados em alguns pontos da cidade?”, por Fernanda Iarossi

Opinião

Fernanda Iarossi | 04/11/2020 11:55

Reparou que tem mobiliário com portas que exigem digitação de código ou documento na frente de grandes redes comerciais? São os smart lockers. Na frente da loja de roupas e acessórios tem um. Ao lado da entrada principal da farmácia tem também. Os Correios anunciaram recentemente um serviço do tipo.


Isso tem chamado a atenção, não só agora durante a pandemia. Há algum tempo um super “guarda-roupa”, todo cheio de botões, logo na frente da escada rolante de uma rede de lojas, me fez pensar que era uma área para funcionários guardarem os pertences pessoais. Só que ao chegar mais perto, os adesivos com instruções de como usar, retirar indicavam que eram mesmo pontos de coleta de produtos comprados digitalmente.


O mesmo layout encontrei no estacionamento de uma farmácia – além das instruções de como retirar o produto comprado pelo app, havia também um visível aviso de que esta forma de retirada, de modo independente (ou seja, sem a necessidade do consumidor ter contato direto com um vendedor ou entregador) era uma ótima saída para os tempos de pandemia, isolamento e distanciamento social.


Crédito: Divulgação


Os Correios estão testando na região de Brasília, capital federal, o Locker, nome dado ao armário inteligente do serviço postal. Segundo a empresa, agora é possível endereçar e retirar os objetos postais “de forma prática e segura” (no material de divulgação o chamam como “o mais moderno canal de autoatendimento” lançado no Brasil).


Nos EUA, os armários inteligentes são aposta do varejo para agilizar entregas há alguns anos. Chamados de lockers, são armários segurados com senhas, onde as encomendas são depositadas e aguardam até o comprador retirar. Também podem funcionar como pontos de devolução de mercadorias.


Espaços estes, segundo especialistas em Marketing, que possibilitam ao consumidor vantagens como comodidade de escolher a localização mais conveniente, dá flexibilidade de poder retirar a compra ou devolver produtos em qualquer horário. Para os entregadores, podem ajudar com vantagem econômica, já que as entregas nestes postos fixos (normalmente em locais de acesso facilitado) passam a ser consolidadas e não mais diluídas em endereços individuais.


Para observar: como as marcas usarão? Estes espaços também podem ser explorados pela publicidade ou branded content? Quais os limites de uso – todo produto cabe neste modelo? 


Crédito:Arquivo Pessoal



*Fernanda Iarossi é jornalista, Mestre em Comunicação Midiática pela UNESP – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Neto. Professora nos cursos de Comunicação da UAM – Universidade Anhembi Morumbi e Fapcom – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e em São Paulo. Coordenada o Grupo de Pesquisa Discursos Midiáticos na Fapcom.








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