“Como editor do IMPRESSÃO, aprendi a pensar na publicação como um todo”, lembra Dany Starling

Gisele Sotto, em colaboração | 22/03/2019 18:36

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, na seção "Bastidores do Labjor", Dany Starling fala sobre os bastidores do Jornal IMPRESSÃO, do UniBH - Centro Universitário de Belo Horizonte.


Perfil do jornal-laboratório


Jornal IMPRESSÃO

Instituição: Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH, em Minas Gerais

Professor responsável: Coordenador do curso de Jornalismo: Prof. João Carvalho; Editora do jornal-laboratório IMPRESSÃO: Dandara Andrade

Para ler o jornal: https://issuu.com/impressaounibh

Data de inauguração: Maio de 1982

Quantidade de estudantes envolvidos: na edição atual (2019/1), cerca de 40 alunos do jornalismo, publicidade, design e fotografia

Crédito:Dany Starling


Eu não apareço nela, mas a foto é minha. Foi um momento muito especial! Eu já era apenas editor do IMPRESSÃO, não estava mais no time da redação. Trouxe Mino Carta a Belo Horizonte para o lançamento de seu último livro, "O Brasil", que aconteceu no UniBH (em 2013). No dia seguinte, ele deu uma entrevista exclusiva para os alunos, que produziram uma belíssima matéria.


Perfil: Dany Starling, 38 anos, ex-estagiário/editor do jornal-laboratório IMPRESSÃO e editor do site Observatório Luziense, de Santa Luzia.


Por quanto tempo você trabalhou/colaborou no IMPRESSÃO e porque você decidiu entrar nele?


Entrei no Impressão em abril de 2012, tão logo ingressei no UniBH. Fiquei até julho de 2014. Mesmo após terminar o curso, continuei no jornal por mais seis meses, como editor convidado. Decidi entrar no jornal, porque na faculdade onde eu estudava antes não existia um jornal-laboratório e era uma experiência que eu queria ter. Além disso, era uma oportunidade para ampliar meu portfólio e conviver com dois professores sensacionais, Leo Cunha e Maurício Guilherme.


Uma história curiosa ou engraçada que você vivenciou por causa do IMPRESSÃO.


Uma só? Para começo de conversa, eu conheci minha atual esposa no IMPRESSÃO. Ela chegou como caloura no UniBH em 2014 e quis colaborar com o jornal. Poucos meses depois, estávamos namorando. Aliás, eu deixei o jornal por conta dela, para que ninguém dissesse que ela estava sendo beneficiada porque era namorada do editor.


Qual foi o conteúdo que você produziu para o IMPRESSÃO que mais te marcou?


Certamente a matéria "Raio-X da Imprensa", que produzi juntamente com outros três colegas de redação. Entrevistamos alguns dos principais jornalistas do país, dentre eles Mino Carta, meu maior exemplo na profissão. E com quem estabeleci uma boa relação após isso. Essa matéria ganhou o segundo lugar no Troféu Délio Rocha de Interesse Público, entregue pelo Sindicato dos Jornalistas, em 2012.


Quais as principais mudanças que aconteceram no IMPRESSÃO, durante o tempo em que você trabalhou/colaborou nele?


Fizemos coisas interessantes! A redação interna (monitores e estagiários) passaram a ter papel mais decisivo na concepção e na produção do jornal. O destaque para os alunos também aumentou. Qualquer aluno, do primeiro ao oitavo período, poderia ir à redação, sugerir pautas e ir para a rua apurar. Em um Carnaval, por exemplo, tivemos sete equipes de repórteres na rua, a maioria do primeiro período, o que resultou em um dossiê incrível.


Como você definiria o seu antigo trabalho no IMPRESSÃO?


O IMPRESSÃO foi decisivo em uma série de fatores. Aprimorei meu espírito crítico e aprendi muito em termos de edição jornalística. Antes, eu era apenas um bom repórter/redator. A experiência como editor foi fundamental nesse sentido. Também me ensinou a trabalhar em equipe e a pensar uma publicação como um todo. Antes, como repórter, eu me preocupava apenas em apurar e escrever. Como editor, passei a pensar na capa de um jornal, na diagramação, o espaço adequado para cada matéria, a melhor foto, o melhor título etc.


Qual dica ou conselho você daria para os outros laboratórios de jornalismo?


Invistam na criatividade dos alunos. Não cerceiem o pensamento de cada um. Dentro de um jornal-laboratório, a fauna é variada. Há pessoas de diversas localidades, com maneiras distintas de pensar o mundo e o fazer-jornalístico. Um veículo-laboratório não tem a obrigação de repetir o que a mídia tradicional já faz. Pelo contrário, ele deve inovar. Buscar justamente aquilo que não é feito. Esquecer o factual e apostar, principalmente, em reportagens de fôlego. Não há nada mais importante no jornalismo que a reportagem, e ela anda cada vez mais abandonada. É em veículos como o IMPRESSÃO que o jornalismo pode e deve ser feito da maneira como se deve.


Crédito:Reprodução / Foto Jorge Lopes
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