Opinião: "Qual é o papel de uma assessoria de imprensa?", por Daniela Barbará

Daniela Barbará | 21/03/2018 11:18
Crédito:Arquivo pessoal
Muitos empresários equivocadamente associam Assessoria de Imprensa a uma pura ação de marketing que resulte em vendas, mas isso não corresponde à verdade. O trabalho de assessoria serve como um mecanismo de fortalecimento das marcas junto ao grande público. 

Num projeto de médio ou longo prazo, associada com outras ferramentas internas e externas, pode resultar em vendas. Em caso de crise, a empatia causada pode levar a diminuir desconfiança do público.

Assessoria de imprensa, não é uma simples forma de fazer release, mas sim de tornar o cliente uma referência pública, com matéria em diversos veículos e com foco e objetividade. Ver holisticamente o cliente é uma função do assessor que está sempre antenado com as demandas dos repórteres. 

Confesso que já vendi lápides em cemitério. Isso foi um resultado surpreendente de um trabalho eficiente da área comercial do meu cliente com um excelente serviço e interação de mídias sociais. Aí sim, lápides foram vendidas para clientes preocupados com o seu descanso final (literalmente). 

Esse resultado acabou por deixar o cliente muito satisfeito e ciente de que bons planejamentos associados a treinamento de equipe, planejamento de vendas e achar o tom certo para se comunicar faz toda a diferença no resultado final.

Assessoria de imprensa está diretamente ligada à reputação e exposição da marca. Os danos reputacionais e financeiros são incalculáveis quando se negligencia a atenção que esses assuntos merecem no dia a dia de uma empresa. Um assessor de imprensa está atento à pauta diária para incluir seu cliente no noticiário. Basicamente, o bom profissional se relaciona frequentemente com jornalistas e pauteiros em veículos de comunicação, e outros canais, para achar a oportunidade de emplacar a marca do serviço ou produto de seu cliente.

Uma boa matéria citando o cliente traz um respaldo enorme. Isso porque tradicionalmente o leitor tem uma relação de confiança com aquilo que se lê (em veículos idôneos, não estou falando de fake news). Além disso, essas matérias costumam ser replicadas em outros veículos e sites, o que amplia ainda mais a área territorial dessa matéria.

Vamos falar de crise? A reputação de uma marca e a agilidade de respostas com seus mais diversos públicos servem para fortalecer a relação com seus clientes e assim poder diminuir qualquer impacto negativo que ela possa sofrer. Poderia citar inúmeros casos como Burger King, Zara, Mc Donalds, e etc. Mas isso é tema de outro texto.

*Daniela Barbará trabalha há vinte anos com comunicação corporativa. É formada em jornalismo pela FIAM com pós-graduação em Relações Internacionais pela FAAP. Em redações, passou pela Gazeta Mercantil, agência Dinheiro Vivo e outros veículos com maior ênfase em cobertura econômica. Durante três anos trabalhou com comunicação em aviação civil no Brasil e na América do Sul com a GOL, Varig e TAM. Atuou na equipe de gestão de crise da queda do vôo 1907 da Gol. Nos últimos oito anos é diretora de Operações da EVCOM, coordena voluntariamente o grupo de trabalho de RH da Abracom há quatro anos e é professora convidada para aulas sobre comunicação corporativa e gerenciamento de crise para cursos de graduação e pós-graduação.

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