Rodrigo Viana

  • Três toques na bola, por Rodrigo Viana

    O último dia 19 de março vai ficar marcado para o futebol brasileiro. Não há nenhum exagero em dizer que a Medida Provisória assinada pela presidente Dilma (MP do Futebol, como vem sendo chamada), é um divisor de águas para o esporte. Vamos entender melhor.
  • Ídolos de barro, por Rodrigo Viana

    Crédito:Leo Garbin O caso envolvendo o lutador Anderson Silva, flagrado em exames antidoping realizados no início do ano, mexeu profundamente com os torcedores e a mídia brasileira. Primeiro que Anderson Silva vinha reconstituindo a jornada d

  • Futebol e Ditadura, por Rodrigo Viana

    Num momento em que se fala tanto em Comissão da Verdade, acho justo lembrar de um “causo” aqui. No último mês fui convidado para o lançamento do livro “Clube dos Vitalícios”, do escritor carioca Fernando Antunes Coimbra. O livro reúne histórias de um grupo de amigos durante as “peladas” da semana num antigo clube do bairro de Quintino, no Rio de Janeiro. O autor, que também é pintor, faz as ilustrações da obra.
  • A história do historiador, por Rodrigo Viana

    “O Paschoal não está bem, vamos vê-lo?”, combinei no início da semana com dois amigos. Não deu tempo. Na quarta-feira, data-limite da entrega desta coluna, Paschoal perdeu a luta contra o câncer e morreu.

  • O livrinho azul, por Rodrigo Viana

    O que escrever num papel em branco sem nenhuma ideia de assunto? Em meio ao diálogo interno, súbita ansiedade tomou-lhe conta: tinha crença de que a ansiedade era uma espécie de cobra energética que subia do estômago à cabeça, provocando calafrios e espasmos musculares.
  • Sobre o racismo e o papel da mídia esportiva, por Rodrigo Viana

    No jogo entre Santos e Grêmio, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, uma cena, que veio das arquibancadas, chamou a atenção da mídia esportiva e dos seus consumidores: o goleiro Aranha, do Santos, foi alvo de críticas racistas por parte da torcida do Grêmio. Em uma imagem flagrada pela câmera do canal a cabo ESPN Brasil é possível ver uma torcedora chamando Aranha de "macaco". Além disso, outros torcedores - inclusive um negro - imitaram sons de macaco em direção ao atleta.

  • O ativismo invisível, por Rodrigo Viana

    Crédito:Léo Garbin Você aí, caro leitor, já imaginou um futebol jogado com equipes mistas de homens e mulheres, regras definidas coletivamente entre as duas equipes e ganha a partida quem mais respeitá-las? Além disso, não há juízes e sim medi

  • O dia do renascimento, por Rodrigo Viana

    A crise representa purificação e oportunidade de crescimento. Não precisamos recorrer à palavra chinesa de crise para saber dessa significação. Basta recordar o sânscrito, matriz de nossa língua. Em sânscrito, crise vem de kir ou kri, que significa purificar e limpar. De kri, vem crisol, elemento químico com o qual limpamos ouro das gangas, e acrisolar, que quer dizer depurar.

  • Ensaio sobre a cegueira (do futebol), por Rodrigo Viana

    Tenho um livro sobre crônicas. É natural, portanto, caro leitor, que as escreva. Gosto do sabor delas, ainda que muitos a desdenhem. Ou a tenham como literatura menor. Ou ainda, um passatempo do jornalismo. Pois eu miro Machado: “(...) gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto (...)”.

  • Do princípio ao infinito, por Rodrigo Viana

    Cena 1
    As alças do caixão estão frias. Como as mãos de meu pai. A morte não improvisa. “Tão surreal”! É minha irmã, desesperada, como um quadro de Dalí. Gentes estranhas circundam no salão. Velórios são encontros. Há dois meses, ele estava no museu do futebol. Não saía do interior. Andava no ritmo do mais quieto. Na capital, era alegria: “o livro é do Rodrigo, o do meio”. Esperou por isso. Ritualístico. Os outros irmãos casaram-se, tiveram filhos e eu escrevi um livro. Pai se matou logo depois. A vida não improvisa.
  • Futebol quântico, por Rodrigo Viana

    Crédito:Leo Garbin No último campeonato paulista de futebol, a ordem se inverteu. Dois times considerados “pequenos” foram a sensação. Primeiro o Ituano, que se sagrou campeão em cima do todo-poderoso Santos. Mas, quem chamou a atenção foi um t

  • Escritores Futebol Clube, por Rodrigo Viana

    Participei, no final do último mês, de um evento no Rio de Janeiro, o “Brasil, Futebol e Livros”, em que uma verdadeira seleção de “escritores de futebol” discutiram com o público a criação literária sobre este esporte-paixão do país da Copa. Entre os 13 presentes estavam feras como a dupla João Máximo e Marcos de Castro, do fundamental “Gigantes do Futebol Brasileiro”.

  • Dois pesos, duas medidas, por Rodrigo Viana

    E foi-se Santiago, repórter cinematográfico que fez uma nação gritar em torno de sua morte bestial, horrorosa e desprezível. Tão desprezível quanto o silêncio quase geral sobre a omissão da empresa de comunicação em que ele trabalhava em torno do fato. Por que a emissora não disponibilizou máscara de gás, colete, um assistente e outros requisitos básicos de segurança para o profissional?

  • Brasil, mostra sua cara!

    A batalha campal que aconteceu na última rodada do Campeonato Brasileiro de futebol de 2013, vista nas arquibancadas do jogo entre Atlético Paranaense e Vasco da Gama, em Joinville, transcende um pouco o que se chama de selvageria.

  • Bom Senso Futebol Clube

    Crédito:Léo Garbin Um dia histórico. Assim pode ser definido o último 13 de novembro quando todos os jogadores da primeira divisão do Campeonato Brasileiro de futebol protestaram contra a Confederação Brasileira de Futebol. De braços cruzados