Gabriel Priolli

  • Jornalismo de combate, por Gabriel Priolli

    A crise política brasileira tem propiciado cenas públicas inesquecíveis, de tão constrangedoras, e alguns micos monumentais de pessoas até então insuspeitas de tendência ao ridículo. No mundo oficial e nos salões elegantes, com grande recorrência, mas especialmente nas ruas, agora que o Facebook deu de levar seus memes para protestar a céu aberto, sobra gente fazendo ou dizendo bobagem. Mas ninguém conseguiu ir tão longe quanto um companheiro nosso, jornalista.
  • De duas, uma, por Gabriel Priolli

    Crédito:Leo Garbin Há exatos 40 anos, num mês de março como este, a minha vida mudou bastante. Eu era um jovem publicitário com a carreira ascendente, bem remunerado e relativamente feliz com a profissão que abraçara. Mas era também estudante

  • Um ano desigual, por Gabriel Priolli

    Crédito:Leo Garbin Um ano atrás, na primeira coluna de 2014, eu apresentava meu rosário de esperanças para o jornalismo, no novo passeio da Terra em torno do Sol que iniciávamos naqueles dias. Sou reticente com tradições, mas, sei lá, essa de a

  • O laurel dos vazadores, por Gabriel Priolli

    Sou fã do jornalismo investigativo. Vibro quando coleguinhas descobrem uma boa falcatrua e põem na roda, deixando pilantras “nus com a mão no bolso”. Não acho que seja a única área meritória da profissão, a ponto de deter o monopólio quase absoluto dos prêmios que oferecem à nossa categoria, mas reconheço que é a mais vistosa e a mais influente, pelos abalos que provoca. É justa, portanto, a glória para os praticantes da modalidade.

  • Adeus às armas, por Gabriel Priolli

    No momento em que escrevo, ainda não sei quem ganhou a eleição. Mas sei que ela ou ele, todos nós e cada qual perderemos bem mais que um pleito quadrienal, se persistir esse clima de intolerância, confronto e agressões que se instalou no país.

  • Para um voto de qualidade, por Gabriel Priolli

    Neste mês, o Brasil define o seu futuro. Os eleitores decidirão se o país terá a continuidade de um governo conhecido ou a experiência de um novo governo. Seja quem for a criatura à frente dele, suas propostas serão devidamente aprovadas nas urnas. Mas a pertinência dessas propostas e, sobretudo, a chance real de virarem realidade serão efetivamente compreendidas pelo eleitorado?

  • Jornalismo no caos, por Gabriel Priolli

    Jornal por jornal, sou mais o Facebook. Sob qualquer critério. Para começar, ele contém todos os outros. É impossível entrar na rede sem trombar com um link para uma notícia e, a partir dela, vasculhar o portal de onde proveio. O Facebook dá acesso a notícias do mundo todo, em todas as línguas e mídias, e isso já o faz, de saída, o mais completo jornal existente.

  • Nós, robôs, por Gabriel Priolli

    Ando perplexo com a candura dos coleguinhas daqui e de alhures, diante das notícias que vão pipocando sobre o uso de robôs nas redações. Ainda não experimentamos a novidade, parida na gringolândia, mas não deve demorar a aportar aqui. Até porque não se trata exatamente de espécimes robóticos da complexidade de um C-3PO ou de um R2D2, mas algo ao alcance até do caixa depauperado da nossa imprensa.

  • Imprensa em tempos de cólera, por Gabriel Priolli

    Não está contente com a imprensa? Ela não retrata o mundo da forma como você o enxerga? Abra o seu próprio jornal e publique o que quiser! Eis um mantra clássico do jornalismo, usado pelas corporações de mídia, como resposta para toda insatisfação com a linha editorial adotada por elas. No passado, esse desafio da mídia corporativa era enfrentado por uma imprensa alternativa, que, salvo por alguns casos excepcionais de boa circulação (O Pasquim, sobretudo), nunca atingiu uma escala efetivamente concorrencial.

  • Tiro ao fato, por Gabriel Priolli

    Houve um tempo em que não havia uma distinção muito clara entre notícia, crônica e comentário, no jornalismo mundial e no brasileiro também. Para relatar um simples fato, o jornalista poderia fazer considerações sobre a Grécia antiga, o alinhamento planetário e o preço do açúcar, antes de chegar ao básico: o que teria acontecido no tal fato. Chamava-se esse “trololó” introdutório – e ainda se chama – de “nariz de cera”.

  • Chapa-branca e prato cheio, por Gabriel Priolli

    Crédito:Leo Garbin A mídia corporativa brasileira, historicamente acostumada à prepotência e ao monólogo, vem penando com o novo jornalismo da internet, aquele desenvolvido em blogs e nas redes sociais. O modelo desse novo jornalismo é praticam

  • Nas asas do consumo, por Gabriel Priolli

    Os aeroportos estão abarrotados como as rodoviárias, para desalento de alguns, mas esses elitistas podem perfeitamente se consolar com as revistas de bordo. Os passageiros transportados mensalmente por aviões, no Brasil, saltaram de dois milhões em 2001 para quase oito milhões em 2013, o que significa o ingresso de um enorme contingente de usuários no sistema. A despeito da cifra, o material de leitura oferecido nos aviões estacionou nos tempos da Panair e de lá não levanta voo.

  • Perguntas ao novo jornalismo, por Gabriel Priolli

    Quanto mais se estabilizam ou recuam os índices de audiência/leitura da mídia tradicional, mais avançam os do “novo jornalismo” digital, centrado em sites, blogs e redes sociais. Dia após dia, novas pessoas desistem de assinar revistas e jornais impressos, assistir telejornais, ouvir notícias no rádio e vão buscar a informação que precisam no mundo dos bytes.

  • Utopias de Ano-Novo

    Começa mais um ano, nessa jornada da humanidade rumo a destino incerto, e é tempo de arrumar gavetas e planejar atividades. Como não passei o réveillon com nenhum cacique da mídia, apenas um ou outro silvícola remanescente da tribo em extinção, venho externar nestas mal traçadas as minhas esperanças do que pode ser um bom 2014 na nossa área.

  • Cartórios da notícia

    Crédito:Léo Garbin O coleguinha Luciano Martins Costa foi ao ponto, com a argúcia de sempre e a autoridade de pioneiro no jornalismo digital do país. Em instigante artigo para o Observatório da Imprensa, tascou ele: “(...) A questão da imprensa