Coleguinhas: As aventuras gastronômicas do jornalista Rodrigo Saraiva

Redação Portal IMPRENSA | 21/06/2016 14:15
Crédito:arquivo pessoal
Diferentemente do que muito se escuta por aí quando o assunto é gastronomia, Rodrigo Saraiva “não tem uma história de que aprendeu a cozinhar com a sua avó ou deixou de brincar com os amigos para ficar na cozinha”. Seu interesse de fato surgiu quando deixou o jornalismo para passar alguns meses longe do Brasil. Com o incentivo de um amigo a buscar a cozinha na Europa e com o irmão morando no Velho Mundo, Rodrigo tentou a sorte.

Começou a carreira em Dublin, na Irlanda, em um restaurante pequeno onde lavou panelas por três semanas, mas nesse período já buscava oportunidades como chef-aprendiz. Assim conseguiu uma vaga na rede britânica de luxo Harvey Nichols. Formado com louvor no famoso instituto Le Cordon Bleu de Paris, na França, Rodrigo passou por muitos lugares até chegar ao restaurante Le Parc, com duas estrelas Michelin.

Há quase nove anos na área e atualmente chef corporativo da Bloomin’ Brands International no Brasil, ele não pensa em voltar ao jornalismo, mas guarda boas lembranças da profissão. Uma delas remete aos tempos de repórter da rádio CBN, quando uma reportagem feita na área de saúde mostrando o demorado tempo de espera para atendimento médico levou à rápida reação do poder público.

Para Rodrigo, ainda existe algo que destoa no discurso dos brasileiros (tanto chefs como consumidores comuns). “A técnica é, normalmente, deixada de lado. Virou lugar comum considerar o profissional de cozinha um artista. Antes de artista, o profissional de gastronomia precisa buscar respostas lógicas, mesmo que de forma empírica, e construir o conhecimento sobre cozinha de forma científica. Ser criativo é apenas uma parte do todo.”