Coleguinhas: A medicina de Rubens Baptista e as finanças de Valter Viapiana

Redação Portal IMPRENSA | 17/08/2015 11:15
DOUTOR DAS PALAVRAS

Crédito:arquivo pessoal
Certa vez, ao entrevistar o dublê de cientista e compositor Paulo Vanzolini, Rubens Baptista Júnior perguntou como o profissional conciliava e dava conta de rotinas tão díspares. “Por que tem que conciliar? É tudo um prazer só”, disse Vanzolini à época. Rubens se apropria da resposta e segue em suas duas profissões, o jornalismo e a medicina. O interesse pela área médica surgiu quando se preparava para o vestibular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Resolveu fazer o cursinho de biológicas para corrigir possíveis falhas na formação de disciplinas científicas, pois, como um bom aspirante à jornalista, preferia humanas. No final, acabou se apaixonando pelo trio biologia, física e química.

Atualmente dono de uma produtora que edita revistas acadêmicas e de associações profissionais, seu ingresso no jornalismo foi como cartunista, no final dos anos 1970, num contexto de combate ao regime militar. Venceu o 4º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1977, ano em que foi revelado Glauco. Mesmo tendo atuado por pouco tempo como repórter, lembra com nostalgia da última entrevista concedida pelo patrono dos jornalistas científicos brasileiros, J. Reis. Rubens acredita que a atenção à saúde dada pela mídia tem enfraquecido muito. 

“Apesar de contarmos ainda com grandes talentos individuais na área, o cuidado e o interesse científico caíram significativamente. Sonho com o dia em que os nossos jornais redescobrirão o fato de que parada cardíaca não é uma causa mortis.”

CAMINHÃO DE FINANÇAS

A desenvoltura ao telefone não nega a origem comunicadora de Valter Viapiana. Se hoje ele
Crédito:arquivo pessoal
 assume a diretoria comercial e de marketing do Banco Volvo, foi no rádio que iniciou sua carreira. Quando tinha 16 anos, o ex-jornalista estreou nas ondas sonoras de Curitiba e por lá ficou até 1995. Passou pelas rádios Independência, Cidade e Clube Paranaense. Chegou a assumir a direção de jornalismo de uma das emissoras, mesclando trabalhos para o Jornal do Brasil e a revista Veja Curitiba, quando saiu das redações para a assessoria de imprensa da Volvo – trocando os veículos de imprensa por veículos automotivos, se o trocadilho for permitido.

“Foi uma decisão difícil porque eu ia passar para o outro lado do balcão. Aceitei o desafio porque tinha o objetivo de conhecer o lado empresarial”, relembra Viapiana. Ao assumir a comunicação corporativa da Volvo na América Latina, no entanto, ele ainda exercia o jornalismo. Foi só em 2005 que a ruptura na profissão ocorreu de fato, quando passou a comandar a área comercial do consórcio do grupo Volvo.

Ciente da dificuldade que a maioria das pessoas tem para entender o funcionamento de um banco, ele carrega consigo preceitos da comunicação. “Trouxe a objetividade e a tradução do jornalismo. Uso isso para explicar conceitos difíceis para os públicos que tenho de lidar nas finanças.”