Controverso e respeitado, Mino Carta continua se reinventando no mercado jornalístico

Um dos mais comentados e conceituados personagens do jornalismo nacional, Mino Carta se notabilizou por comandar a fundação de veículos que ajudaram a escrever a história da mídia brasileira

Thaís Naldoni* | 09/01/2012 13:19
Muitas são as histórias que permeiam a vida dos gênios desse ou daquele segmento. Um pouco de folclore, outro tanto de exagero, mas a existência do “fator X”, aquele que diferencia os “iluminados” dos reles mortais, de fato, existe. No jornalismo não são muitos, sobretudo na imprensa brasileira, os que alcançam o patamar de ser lembrados, reconhecidos e admirados por diversas gerações, ainda mais em uma época em que as referências e o repertório dos mais jovens são cada vez mais escassos. E um deles, certamente, é Mino Carta.

Crédito:Luiz Marauskas

A postura crítica, os comentários ácidos e a ironia fina usada para responder as perguntas que lhe são dirigidas são as características mais lembradas pelos jovens jornalistas e pelos pretensos colegas de profissão. Já a arte de comandar equipes, na implantação e criação dos mais diversos projetos editoriais, o repertório cultural, as referências históricas e a presença, digna de nobreza, são as referências de amigos, estudiosos, ex-funcionários e antigos aprendizes.

O jornalista que precisou, segundo suas próprias palavras, “inventar” seus trabalhos depois da conturbada passagem por Veja – uma de suas “criações” – angaria elogios por onde passa, mas também tem seu “gênio forte” sempre lembrado. “O Mino tem aquela coisa de italiano e isso dá uma imagem de arrogância que não é o caso”, afirma Luis Nassif. “Eu vi o Mino jogar a edição de uma revista pela janela. Ele recebeu a revista Veja com erro na capa e então jogou pela janela”, conta, aos risos, Tão Gomes Pinto. “Ele foi obrigado a fazer a CartaCapital porque não tinha dono de revista que pudesse conviver com ele. Precisa ter jogo de cintura”, completa.

Aos 78 anos – idade presumida –, Demétrio Carta (seu nome de batismo) é certo como tema em rodas de estudantes, em lembranças de uma época, em referência quando o assunto é criar e dirigir veículos de comunicação. “O Mino tem vocação extraordinária para descobrir o que o leitor precisa e deve ler. Ele é um editor que prioriza a revista não pelo que o leitor quer ler mas, sim, pelo que ele deve ler”, diz Gomes Pinto, que trabalhou com Carta no Jornal da Tarde e revistas Veja e IstoÉ.

*Com Nathália Carvalho


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