Grupo Gazeta Mercantil afirma que jornal volta a circular em pouco tempo

Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA | 02/06/2009 15:16

O hiato da publicação da Gazeta Mercantil (GZM) é "momentâneo" e o jornal voltará a circular "com os padrões de credibilidade que constituíram seu paradigma de excelência" e "no menor tempo possível". É o que informa um comunicado, assinado pela Gazeta Mercantil S/A e Gazeta Participações S/A, de propriedade do empresário Luiz Fernando Levy, que tem de volta o controle do periódico, após o fim do contrato com a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM).

O grupo afirmou, na última segunda-feira (1), que deve "discutir em foro próprio" a "drástica" decisão da CBM, ex-donatária do jornal, de por fim ao contrato. A ação, segundo o texto, gerou impasses que contribuíram para o fechamento do diário.

A intenção do comunicado, de acordo com a empresa, "é de tranquilizar leitores e o público em geral", afirmando que "logo o jornal voltará a circular com a qualidade que sempre o pautou". Ao final, o Grupo sublinhou que "a CBM arcará com todos os encargos decorrentes" da rescisão contratual.

Leia abaixo o comunicado na íntegra

"A Gazeta Mercantil S/A e a Gazeta Participações S/A, proprietárias da marca Gazeta Mercantil dada em usufruto e licenciada à CBM, lamentam o brusco encerramento das negociações entabuladas com esta, as quais objetivavam a continuidade da publicação do Jornal Gazeta Mercantil, sem a interrupção decidida unilateralmente pela usufrutuária e licenciada.

Entretanto, queremos esclarecer que a mencionada interrupção é momentânea e, no menor tempo possível, a Gazeta Mercantil voltará a circular com os padrões de credibilidade, que constituíram seu paradigma de excelência, até o alijamento de Luiz Fernando Ferreira Levy da direção editorial, em virtude do qual este ficou impedido de exercer as funções e encargos de "guardião da marca", que os contratos com a CBM lhe atribuem.

Esses fatos, contudo, serão discutidos em foro próprio e não se constituem na razão deste comunicado, cuja finalidade é tranqüilizar anunciantes, assinantes, leitores e o público em geral, dando-lhes a certeza de que logo o Jornal voltará a circular com a qualidade que sempre o pautou, quando de nossa gestão, durante quase 90 anos. Assim, sentimo-nos obrigados a informar que a CBM, ao tomar a drástica decisão de denunciar de modo unilateral o contrato, arcará com todos os encargos decorrentes deste ato, que nós repudiamos e enfrentaremos com decisão."

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