Microsoft é acusada de pagar propina na África para frear adoção de sistema Linux

Redação Portal IMPRENSA | 14/11/2008 14:54

Na última quinta-feira (13), a Microsoft negou as acusações de que pagaria propina na África para frear a adoção do sistema operacional Linux. De acordo com o site Computer World, a empresa norte-americana teria pagado US$ 400 mil ao governo da Nigéria disfarçados sob contrato de prestação de serviços com uma empresa local.

O objetivo da Microsoft, segundo as acusações, seria forçar a substituição do Linux - usado em notebooks escolares em diversos países africanos, como Gana, Namíbia e África do Sul - pelo Windows. A versão africana deste sistema operacional, o Ubuntu, foi desenvolvido no próprio continente. Um artigo do The Wall Street Journal aponta que a Microsoft teria oferecido, além da propina, vantagens como a contratação de familiares de altos funcionários do governo. 

"Nenhum dinheiro foi gasto dessa forma. Apesar de termos iniciado o processo de contratação, ele nunca foi concluído. Ficou claro que a contratante preferiu o Linux", explicou Thomas Hansen, gerente regional da Microsoft na Nigéria.

No entanto, ele afirmou que "os governos deveriam decidir com cuidado sobre as soluções de software que melhor atendem suas necessidades. Quando o espectro de benefícios ao usuário é levado em consideração, como a biblioteca de programas disponíveis para o Windows, familiaridade, usabilidade, nosso sistema é o mais em conta".

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