10 livros que todo jornalista deve ler


Não por acaso ler está entre as 10 dicas para ser um bom jornalista. A atividade costuma ser uma das mais comuns e prazerosas aos profissionais da área de comunicação, seja por trabalho ou lazer.

Redação Portal IMPRENSA | Julho de 2015
 
 
   
 
Por isso, resgatamos um ranking feito em abril de 2012 (ed. 277) com a ajuda 40 jornalistas, de diversas editorias. IMPRENSA perguntou a eles quais os 10 livros que mais contribuíram para suas carreiras e seriam indispensáveis para o profissional da área. O resultado final, feito com base em 400 respostas, você confere abaixo. Na galeria, veja as listas dos 40 jornalistas. Boa leitura!

“A SANGUE FRIO”, DE TRUMAN CAPOTE (1966)

“Se há uma obra literária que define o jornalismo investigativo, esta é a ‘A Sangue Frio’. A jornada conduzida por Capote não é somente pela busca da reportagem perfeita ou mesmo pela verdade absoluta dos fatos. Ele nos ensina que qualquer história se torna mais interessante à medida em que nos aprofundamos no que há de mais verdadeiro nelas: o coração dos protagonistas. Uma verdade pessoal é relativa, mas pode ser mais contundente do que qualquer fato consumado. Capote enxergou (e sentiu) isso.”

Pablo Miyazawa – editor-chefe do IGN Brasil

 

“CHATÔ, O REI DO BRASIL”, DE FERNANDO MORAIS (1994)

“O livro marca o encontro de duas figuras memoráveis: o repórter Fernando Morais e Assis Chateaubriand. Ele era o dono de um império que inaugurou a moderna comunicação no país, a qual ele dominou como uma versão real, ainda mais poderosa de Cidadão Kane. Chefe de uma centena de emissoras de rádio e TV, jornais e revistas, Chatô tinha o estilo de um jagunço, a ousadia de um conquistador, a criatividade de um revolucionário, e teve a sorte de encontrar Morais, responsável, talvez, pela mais impressionante biografia do jornalismo brasileiro.”

Luiz Cláudio Cunha – jornalista político e escritor

 

“FAMA E ANONIMATO”, DE GAY TALESE (1970)

“‘Fama e Anonimato’ demonstra porque lugar de repórter é na rua. E ensina: é preciso saber olhar, despir-se de todos os preconceitos e surpreender ao escrever. O texto-símbolo, o perfil de Sinatra, está longe de ser a única joia. Toda a seção de perfis, nos quais Gay Talese olha com carinho para o boxeador decadente ou o autor dos obituários do The New York Times, é uma aula de jornalismo. A série de reportagens sobre Nova York, outra. E o conjunto sobre a construção da ponte Verrazzani-Narrows, um épico.”

Maurício Stycer – repórter e crítico do portal UOL

 

“O ANJO PORNOGRÁFICO”, DE RUY CASTRO (1992)

“Em grande parte por culpa de o ‘Anjo’, acabei publicando dois livros sobre biografias, esse universo vasto e extraordinário para o qual convergem as ciências e as artes. Além do start intelectual, Ruy Castro me pôs em contato com um Nelson mais fascinante que aquele que eu tinha em mente. O florescimento do dramaturgo é antecedido por um levantamento espetacular das peripécias da família Rodrigues no início do século XX por jornais como A Manhã e A Crítica. Sob esse aspecto, continua valioso para o processo de formação de novos jornalistas.”

Sérgio Villas-Boas - jornalista, autor e professor da Cásper Líbero



“NOTÍCIAS DO PLANALTO”, DE MÁRIO SÉRGIO CONTI (1999)

“Quando o livro saiu, em 1999, Collor estava mais no passado do que hoje, pois nem mandato tinha. Os escândalos do ex-presidente e sua turma jaziam esquecidos. O livro mobilizou as redações pelo que revelava sobre elas mesmas ao mostrar como os mios de comunicação construíam e destruíam Collor, do governo de Alagoas ao impeachment. Enquanto críticas acadêmicas costumam analisar apenas o que chega ao público, as 141 entrevistas de Conti ajudam a entender quem são os olhos, bolsos, corações e mentes por trás das notícias.”

Emiliano Urbim - repórter da revista O Globo

 

“O REINO E O PODER”, DE GAY TALESE (1969)

“A história do The New York Times é uma saga que vale a pena ser conhecida. Talese contou com o apoio da família Suzberger, que lhe franqueou arquivos, e nem por isso a biografia é chapa-branca. Ao contrário, mostra como até mesmo críticas à direção eram assimiladas dentro do espírito democrático que rege o jornal. O leitor constata que o livro não de uma grande reportagem no estilo do new journalism, que introduziu na narrativa jornalística mais subjetividade, mais emoção na descrição da realidade, mondando-a até hoje.”

Merval Pereira - colunista de O Globo e comentarista político da GloboNews e da rádio CBN

 

“MINHA RAZÃO DE VIVER”, DE SAMUEL WAINER (1987)

“O livro é um relato, sem precedentes, da relação entre imprensa e poder no Brasil republicano. As memórias, sem censura, deixam perplexo o leitor desavisado. Usei o livro como leitura obrigatória para uma turma de primeiro ano do curso de jornalismo da PUC-SP. Os garotos ficaram revoltados e odiaram a figura do Wainer. Épicos furos de reportagem se misturam com o jabá descarado. Idealismo e obstinação são confrontados com interesses particulares e conluios regados a uísque. Se a coisa mudou, cabe ao leitor responder.”

Aldo Quiroga - apresentador e editor-chefe na TV Cultura e professor de jornalismo da PUC-SP

 

“DOM CASMURRO”, DE MACHADO DE ASSIS (1900)

“Se alguém percorresse as bibliotecas dos grandes escritores brasileiros, certamente, encontraria pelo menos um exemplar de “Dom Casmurro”. No meu caso, o livro foi eleito quando eu ainda era adolescente, porque tem tudo o que um grande romance deve ter para o meu gosto: humor, elegância, enredo, sabedoria, riqueza de linguagem e mistério. O mistério de “Dom Casmurro” também é clássico: afinal, Capitu traiu Bentinho ou não? Grandes sabichões já cravaram que sim. O adolescente que fui nunca teve tanta certeza. Por isso, a obra me conquistou para sempre.”

Cadão Volpato - jornalista, músico e desenhista

 

“A REGRA DO JOGO”, DE CLÁUDIO ABRAMO (1988)

“As palavras de Abramo ganham maior importância na sociedade de hoje quando as tecnologias aceleram a divulgação de notícias. Ficou mais difícil suportar a pressão para divulgar primeiro e depois apurar o fato. Seu lembrete de que o jornalismo é o exercício cotidiano da inteligência e a prática diária do caráter precisa ser lido todos os dias. Quando fui gerente de jornalismo da CBN, pedi que uma placa com esses dizeres fosse colocada na entrada da redação. Todos os dias, lia em voz alta e me perguntava baixinho se estava praticando o que o mestre Abramo dizia.”

Heródoto Barbeiro - jornalista e âncora do Jornal da Record News e do R7

 

“1984”, DE GEORGE ORWELL (1949)

“Orwell materializou sua visão tenebrosa do futuro: o mundo dividido em estados que vivem em eterna beligerância com aliados/inimigos alternantes, em extrema pobreza material e espiritual, orquestrado por ditaduras coletivistas e idiotizantes. O protagonista é encarregado de adaptar os arquivos de notícias à ‘realidade’. Rebela-se, sem sucesso. Muito do que Orweel descreveu já existe: uma sociedade onde câmeras onipresentes vigiam os indivíduos e que caminha para o desaparecimento consensual, em nome da segurança, do conceito de privacidade.”

André Fischer - diretor do portal Mix Brasil



     
 
Portal IMPRENSA
Notícias Revista IMPRENSA IMPRENSA Mídia

IMPRENSA na TV

Eventos Oficinas Anuncie Contato
Home Home Home Programas Home Cursos Home Editora
Opinião Assine Edição do Mês Canal no Youtube Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo Conheça + Portal IMPRENSA Redação
Especiais Edição do Mês Prêmio SEBRAE de Jornalismo Descontos Revista IMPRENSA
PR Newswire Acervo IMPRENSA Troféu Mulher IMPRENSA Regulamento IMPRENSA Mídia
Fórum Água em Pauta Contato
Fórum Liberdade de Imprensa
Fórum AIDS e o Brasil
Mídia.JOR
 
Imprensa Editorial Ltda.
R. Camburiú, 505 - 2º andar - Alto da Lapa | São Paulo/SP CEP: 05058-020
www.portalimprensa.com.br | Tel 011 3729-6300/4800