Dez organizações de jornalismo lançam canal de notícia com conteúdo para o público jovem

Redação Portal IMPRENSA | 03/09/2020 11:33
Dez organizações de jornalismo criaram o Reload, uma redação compartilhada para produzir conteúdo para o público jovem.

São elas: ((o))eco, Agência Lupa, Agência Pública, Amazônia Real, Congresso em Foco, Énois, Marco Zero Conteúdo, Ponte Jornalismo, Projeto #Colabora e Repórter Brasil. 

A partir da linguagem audiovisual, a iniciativa busca fazer com que o jornalismo se conecte mais diretamente com o público jovem urbano.

A grade de programação é decidida colaborativamente e o conteúdo final é construído com jovens comunicadores de diversas regiões, origens e trajetórias. 

O Reload apresentará formatos inovadores para adaptar reportagens e checagens para conteúdos de vídeo para o Instagram e YouTube. 

O canal foi lançado no dia 1º de setembro e pode ser encontrado em @canalreload no Instagram e no Twitter, em /reloadcanal no Facebook e também no YouTube.

Crédito:Divulgação Reload


Como os jovens consomem notícia  
Para a construção do canal, o Reload realizou uma pesquisa para investigar como os jovens consomem notícia. Assim, descobriu que 75% dos jovens respondentes consomem notícias na internet diariamente. Os horários mais frequentes de consumo de notícias são das 9h às 13h e das 19h às 22h. As redes sociais são a principal fonte de notícias para 91% dessas e desses jovens. Também se destacam os podcasts, consumidos por 48%. 

Setenta por cento responderam que o Instagram é a principal rede usada para se manterem informadas e informados; 85% disseram consumir vídeos através da assinatura dos canais e perfis preferidos no YouTube, Facebook ou Instagram; já 60% disseram que pesquisam por assunto e assistem aos vídeos que vierem no resultado da busca.

O Reload percebeu ainda que os jovens valorizam conteúdos personificados na figura de um(a)
influenciador(a), artista, jornalista ou pessoa referência no assunto, que fala diretamente com seus seguidores.

Música, informações sintéticas de impacto e conteúdos didáticos são bastante característicos desses ambientes digitais. Aliás, quatro pesquisas e levantamentos lançados em 2020 apontam que conteúdos didáticos ou explicativos continuam em alta entre jovens. Ao mesmo tempo, um levantamento da Reuters indica que os veículos de mídia são vistos como maus explicadores. Quase dois terços dos entrevistados sentem que os veículos são bons em trazer atualizações para as pessoas (62%), enquanto metade acha que não são tão bons em ajudar as pessoas a entender as notícias (51%).

É por essas e outras que, além do formato, a linguagem desempenha muita importância no engajamento do público jovem. Como disse Marcos Furtado, de 28 anos, estudante de jornalismo e morador do Rio de Janeiro.

“Faltam experimentações de formatos e linguagens, assim como no escrito também. Quando eu chego no site é para ler uma matéria comprida mesmo. Mas se eu vou para um vídeo, dependendo da proposta do canal, eu não quero ver um vídeo que me complique mais do que eu estava antes de entrar nele. Tem muitas propostas para esse tipo de vídeo de um assunto intenso, mas não tem tanta proposta de produzir conteúdos rápidos”.

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