Mark Zuckerberg alimentou suspeitas do governo americano sobre o TikTok, diz WSJ

Redação Portal Imprensa | 25/08/2020 10:47

O presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, fez uma espécie de campanha contra o TikTok, aplicativo de tecnologia chinesa, em discursos e reuniões com autoridades e legisladores americanos no final do ano passado. A informação é do The Wall Street Journal.

Crédito:Wikimedia
Mark Zuckerberg


Em um discurso sobre liberdade de expressão em Washington, ele “alertou” sobre a ameaça de empresas de tecnologia chinesas, fazendo direcionamentos ao rival em ascensão do Facebook.


Zuckerberg teria dito que o TikTok “não compartilha do compromisso do Facebook com a liberdade de expressão e representa um risco para os valores americanos e a supremacia tecnológica”, revelou o jornal.


Entre setembro e outubro do ano passado, o CEO repetiu o discurso para legisladores e, em um jantar particular na Casa Branca, disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a ascensão das empresas chinesas de internet “ameaçava os negócios americanos e deveria ser uma preocupação maior do que controlar o Facebook”, segundo fontes do WSJ.


O TikTok foi tema de encontros de Zuckerberg com vários senadores, entre eles, Tom Cotton e o Charles Schumer, que no final de outubro escreveram um pedido de inquérito sobre a rede social chinesa a funcionários da inteligência americana.


Em seguida, o governo iniciou uma revisão da segurança nacional da empresa, pouco antes de Trump passar a ameaçar banir o aplicativo. No início deste mês, ele assinou uma ordem executiva exigindo que a ByteDance Ltd, proprietária do TikTok, encerrasse suas operações nos Estados Unidos.


O Facebook também criou um grupo chamado American Edge, que veicula anúncios exaltando as empresas de tecnologia dos EUA por suas contribuições para a economia, segurança nacional e influência cultural do país.


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