Monitorar desinformação e descobrir histórias: por que o jornalista deve estar no TikTok

Redação Portal Imprensa | 28/07/2020 11:27

O TikTok é a nova “rede social do momento” com uma grande concentração de cultura, criatividade e também desinformação, o que o torna uma ferramenta preciosa para jornalistas, é o que afirma Laura Garcia, gerente de treinamento e suporte do First Draft, plataforma que ajuda a rastrear informações online.


Para onde as pessoas vão, jornalistas também devem ir, defendeu Garcia, durante o workshop "Como os jornalistas podem usar o TikTok para encontrar histórias e monitorar a desinformação", realizado durante o Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ), na semana passada. Ela falou sobre como navegar no aplicativo e entender sua cultura.

Crédito:Portal Imprensa
TikTok


“Jornalismo é sobre pessoas, certo, e isso significa que precisamos entender as comunidades sobre as quais escrevemos e que queremos levar nosso jornalismo independentemente de onde eles morem, sejam grupos do Facebook ou uma comunidade que troque informações sobre TikTok”, disse Garcia.


A plataforma de compartilhamento de vídeo foi o segundo aplicativo mais baixado em 2019. Os usuários geralmente têm entre 16 e 24 anos.


Essa é uma faixa etária em que as redações têm tentado se envolver ativamente, e o TikTok abre uma janela para seus interesses. Cirurgiões, acadêmicos, psicólogos, ginecologistas e outros profissionais já começaram a usar o aplicativo para alcançar usuários mais jovens.


Divulgação de reportagens


Além de monitorar as ideias de matérias, o TikTok também pode ser uma plataforma para os jornalistas se conectarem com novos públicos, enviando seu próprio conteúdo. As redações como o Washington Post, pioneiro no conteúdo de jornalismo no aplicativo, fazem vídeos relacionáveis e informativos sobre as notícias para aumentar seu público.


“[Precisamos nos desafiar] a pensar em contar histórias além do papel impresso. Como contamos histórias em várias telas? Como fazemos a narrativa em várias mídias, onde seu TikTok complementa sua história impressa ou seu noticiário de TV?”, argumenta a gerente.


Por fim, o TikTok também pode ser um local para monitorar desinformação. Como em qualquer plataforma de mídia social, ele viu as teorias da conspiração se espalharem no aplicativo. Os jornalistas podem acompanhar o que está sendo compartilhado e trabalhar para contestar falsas informações.


Em um minicurso em espanhol, feito pelo First Draft, Laura Garcia mostra como monitorar o TikTok para incluí-lo nas reportagens. Para ver a gravação completa, clique aqui.


Leia também:


“No Tik Tok a linguagem tem que ser descontraída, ágil e moderna”, diz diretora da Record TV sobre estratégia jornalística na plataforma

21º ISOJ: como ir além da checagem de fatos e a reação da imprensa a ataques políticos