Ativista que atuou como repórter em Wuhan é presa por criticar estratégia chinesa de combate à pandemia

Redação Portal IMPRENSA | 24/06/2020 15:14
O site Weiquan Wang, dedicado a notícias sobre ativistas perseguidos pelo governo chinês, informou no dia 20 de junho que a ativista Zan Zhang, que viajou para a cidade de Wuhan em fevereiro, a fim de denunciar o surto do novo coronavírus, foi presa novamente no dia 19 de junho.

Zhang seria a quarta ativista silenciada por autoridades chinesas por tentar documentar os efeitos da pandemia.

Segundo o Weiquan Wang, a promotoria pública de Pudong, distrito de Xangai, aprovou a nova prisão da ativista sob a acusação de “causar brigas e problemas”.
Crédito:Reprodução YouTube
Ativista Zan Zhang foi presa por atuação como repórter em Wuhan
O caso também foi relatado pelo grupo chinês de direitos humanos Chinese Human Rights Defenders e pela Repórteres Sem Fronteira (RSF). 

A RSF informa que, em 26 de maio, Zhang já havia sido detida em Xangai.

Advogada e ativista de direitos humanos, Zhang perdeu sua licença profissional depois que participou de uma petição em 2017 contra uma lei local sobre advogados.

Ao chegar a Wuhan, no início de fevereiro, Zhang passou a atuar como repórter, postando vídeos e entrevistas no WeChat, Twitter e YouTube.

Em 13 de maio, Zhang postou um vídeo criticando o plano de realizar testes do novo coronavírus, alegando que o preço deles era muito alto (25 dólares por pessoa).

Zhang também criticou as táticas de intimidação adotadas pelas autoridades de Wuhan para controlar a propagação do vírus.