Pressionados, Twitter e Facebook tomam medidas contra postagens de Trump

Redação Portal IMPRENSA | 19/06/2020 15:53
Nesta quinta (18), o presidente dos EUA, Donald Trump, sofreu dois revezes nas mídias sociais que acabaram ganhando as manchetes de todo o mundo.

Fortemente criticado pela insuficiente interferência em conteúdos políticos associados a desinformação, o Facebook removeu um anúncio da campanha eleitoral de Trump, que concorrerá à reeleição em novembro, por conter um símbolo utilizado pela Alemanha nazista para designar prisioneiros políticos nos campos de concentração.

A rede social alegou que o anúncio violou uma política contra "ódio organizado". Diretor de políticas de segurança do Facebook, Nathaniel Gleicher disse que a plataforma não permite a publicação de "símbolos que representem organizações ou ideologias de ódio, a não ser que sejam colocadas dentro de um contexto ou em condenação". 
Crédito:Reprodução Reuters
O símbolo que causou a remoção do anúncio continha a imagem de um triângulo invertido com a seguinte mensagem: "BANDOS perigosos de grupos de extrema esquerda estão correndo pelas nossas ruas e causando desordem absoluta. Eles estão DESTRUINDO nossas cidades e causando tumultos – é uma loucura absoluta... Por favor, acrescente seu nome IMEDIATAMENTE para se posicionar ao lado do seu presidente e da decisão dele de declarar o ANTIFA uma organização terrorista."

Bebê racista
Também nesta quinta, o Twitter colocou um rótulo de "mídia manipulada" em um vídeo publicado por Trump com a mensagem "criança foge aterrorizada de bebê racista".

O vídeo compartilhado pelo presidente dos EUA era uma edição de um vídeo que viralizou em 2019, mostrando uma criança negra e outra branca correndo em direção uma da outra e se abraçando. 

Na versão compartilhada por Trump, porém, em determinado momento aparece uma mensagem: "Bebê racista, provavelmente eleitor de Trump". Depois vem o vídeo original com a afirmação: "A América não é o problema. Fake news é o problema".

O Twitter tem sido pressionado pelo governo Trump desde que questionou o teor de uma postagem do presidente dos EUA sobre votação por correio e que rotulou outra publicação de Trump, esta sobre os protestos em Mineápolis, como "glorificação da violência".