Amigos e políticos prestam homenagens a Gilberto Dimenstein

Redação Portal IMPRENSA | 29/05/2020 12:15
O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu em São Paulo nesta sexta-feira (29/5), aos 63 anos, após uma luta contra um câncer no pâncreas desde 2019. 
Crédito:Catraca Livre
Dimenstein é fundador do Catraca Livre, plataforma que divulga principalmente eventos e atividades culturais gratuitas, e matérias de temas como cidadania e educação.

“Morre hoje, 29, o jornalista Gilberto Dimenstein. A luta contra o câncer levou o fundador da Catraca Livre, mas sua determinação em construir uma comunidade mais igualitária, saudável e gentil, continua nesta página”, diz uma postagem publicada no perfil do Catraca Livre nas redes sociais.

Paulistano de origem judaica, Dimenstein é autor de 13 livros, entre eles “O Cidadão de Papel”, que ganhou os prêmios “Jabuti” e “Esso” de melhor livro de não ficção em 1994. 

Atualmente, o jornalista se dedicava na produção do livro “Os Melhores Dias da Minha Vida – Lições de um câncer”, em parceria com a jornalista Anna Penido. Em um vídeo postado nas redes sociais, no início do ano, o jornalista disse que vivia o momento mais difícil de sua vida. 

Com uma passagem de 28 anos pela Folha de S.Paulo, Dimenstein foi colunista, diretor na sucursal de Brasília e correspondente em Nova York.

Ele também trabalhou também na rádio CBN, Jornal do Brasil, Correio Braziliense e revista Veja.
Crédito:Adolfo Vargas e Gustavo Vargas


Em 2014, Dimenstein foi homenageado na 11ª edição do "Prêmio Líbero Badaró", promovido por IMPRENSA, na categoria Destaque do Ano. À IMPRENSA, Dimenstein comentou o reconhecimento logo após receber o troféu Líbero Badaró. “Isso reflete todo o conjunto de uma obra, mas para mim foi importante porque resolvi apostar num jornalismo mais focado na atitude educativa, o que é poucas vezes entendido pelas pessoas. Deixei aquele jornalismo tradicional, da denúncia, fiz um longo caminho, inclusive no prêmio Líbero Badaró. Ser reconhecido neste momento eu encaro não como um reconhecimento para mim pessoalmente, mas com um olhar jornalístico que eu considero contemporâneo”.

Ele conquistou o "Prêmio Líbero Badaró" em outras edições: em 1989, na categoria Mídia Impressa; e em 1990, na categoria Jornalismo Impresso, ambas pela Folha de S.Paulo.

Veja a seguir algumas homenagens a Dimenstein:

Vera Magalhães
Uma perda imensa para o jornalismo brasileiro. Um homem íntegro, inspiração para minha geração, que lutou até o fim contra uma doença cruel.

Carlos Andreazza
Na última mensagem que me mandou, na terça, Dimenstein me informou - pela primeira vez sem esperança, mas sempre com a objetividade do jornalista - que vivia "a última linha". Que descanse em paz. De sua obra, recomendo o ótimo "O complô que elegeu Tancredo".

Miriam Leitão 
A perda de Gilberto Dimenstein é gigante para o jornalismo. Ele revolucionou a forma de fazer o nosso ofício. Fez sucesso muito jovem, sempre foi um inteligente analista da vida nacional. Depois foi abrir novas fronteiras como o @catracalivre. Saudades imensas de @GDimenstein.

Leonardo Sakamoto
Mais do que um jornalista que foi exemplo para minha geração, ele era uma força transformadora que tornou o mundo um lugar melhor. Mesmo doente, cismava em construir pontes. “A mudança começa pela gente”, me lembrou. Cara, você vai fazer muita falta.

Gerson Camarotti 
Dia de luto para o jornalismo: Gilberto Dimenstein morre aos 63 anos. Ele lutava contra um câncer desde 2019. Dimenstein era uma referência para a minha geração.

João Doria
Lamento profundamente a morte de Gilberto Dimenstein, um dos principais expoentes do jornalismo brasileiro. Inquieto e dinâmico, deu voz a atores antes excluídos do debate nacional. O jornalismo e a sociedade perdem um olhar humanista e solidário.

Marcelo Freixo 
O jornalismo brasileiro perde hoje uma das suas grandes referências. Gilberto Dimenstein fará muita falta, principalmente num momento como esse, em que a democracia e a vida dos brasileiros estão sob grave ameaça. Solidariedade à família e aos amigos. Descanse em paz, Gilberto.

Ciro Gomes
Uma perda para o Brasil e para o bom jornalismo, realizado de forma independente e corajosa. Meus sentimentos para família e amigos.

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