Perigo das fake news para a democracia é destacado em discurso de posse do novo presidente do TSE

Redação Portal IMPRENSA | 26/05/2020 15:52
O perigo que as fake news representam para a democracia e as formas pelas quais esse tipo de mentira pode influenciar as eleições foram um dos destaques do discurso de posse do ministro Luís Roberto Barroso, nesta segunda (25), como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Barroso substitui a ministra Rosa Weber, que estava há dois anos à frente do TSE e ajudou a coordenar as eleições de 2018 - quando as fake news e o uso de robôs para difusão de mensagens em massa ganharam relevância no processo democrático do país.

Com base em acusações de difusão em massa de mensagens para atacar oponentes e espalhar fake news com interesse eleitoral, diferentes ações foram apresentadas ao TSE pedindo a cassação da chapa do presidente Jair Bolsonaro. A chapa de Fernando Haddad também foi acusada da prática.
Crédito:reprodução G1
Em seu discurso de posse, Barroso ressaltou a importância de combater as fake news para preservar a democracia e afirmou que as eleições municipais podem ser adiadas em razão da pandemia de coronavírus. 

"Uma das grandes preocupações da Justiça Eleitoral são as chamadas fake news ou, mais apropriadamente, as campanhas de desinformação, difamação e de ódio. Refiro-me às informações intencionalmente falsas e deliberadamente propagadas", disse.

O ministro observou que a prática é criminosa. Para ele, com o protagonismo das redes sociais no processo eleitoral, surgiram as "milícias digitais que disseminam o ódio e a radicalização". 

"São terroristas virtuais que utilizam como tática a violência moral, em lugar de participarem do debate de ideias de maneira limpa e construtiva", completou o ministro, destacando o papel da imprensa profissional e das empresas de mídias sociais para combater notícias falsas.