Polarização, opiniões extremadas e comportamentos passionais: os objetivos da desinformação em meio à pandemia

Redação Portal IMPRENSA | 25/05/2020 16:29
A crise gerada pelo novo coronavírus resultou no dobro da atividade de robôs no Twitter do que o esperado por Kathleen Carley, professora de ciência da computação e pesquisadora da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA.

Conduzindo um estudo sobre o tema, ela explica que a previsão havia sido feita um pouco antes do início da pandemia, "com base em desastres naturais, crises e eleições anteriores".
Crédito:Reprodução UOL/Tilt

O estudo de Carley também concluiu que 45% das contas no Twitter que estão postando sobre o sars-cov-2 são provavelmente robôs e que mais de 100 narrativas falsas diferentes sobre o tema foram usadas por essas contas. 

Reportagem de Ana Prado, feita para o Tilt, do UOL, informa que o estudo analisou 200 milhões de tuítes postados desde janeiro sobre o novo coronavírus. 

As contas identificadas como robôs geralmente postam com frequência excessiva e de localidades diferentes. 

Para a pesquisadora, a enorme quantidade de postagens aparentemente cronometradas e o uso de hashtags e mensagens idênticas indicam estratégia de atuação coordenada. 

Muitos dos perfis que espalham desinformação em meio à pandemia foram criados em fevereiro e março. Segundo a pesquisadora, a disseminação sistemática de mentiras busca aumentar a polarização, a presença de opiniões extremadas e de comportamentos passionais.