Jornalista venezuelano é obrigado a apagar imagens de protesto de médicos

Redação Portal IMPRENSA | 12/05/2020 18:57
O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP, na sigla em espanhol) denunciou nesta segunda (11) que o jornalista Luis López, do jornal La Verdad Vargas, foi obrigado pela Guarda Nacional Bolivariana a apagar vídeos feitos em seu celular de um protesto de médicos ocorrido na cidade de Guaira, capital do estado de Vargas.

Ao notar que o jornalista faziam imagens do ato, as autoridades o cercaram, intimidaram e tomaram seu celular para se certificar de que os vídeos do protesto haviam sido apagados. O jornalista foi ameaçado de prisão caso não apagasse os arquivos.
Crédito: Reprodução Twitter
Caso ocorreu na cidade de Gauira, capital do estado de Vargas

Os médicos protestavam contra a falta de gasolina enfrentada pelas equipes de saúde locais. 

Relator especial para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Edison Lanza condenou a violência contra o jornalista venezuelano.

"Obrigar os jornalistas a eliminar registros de protestos feitos em seus celulares tem sido uma forma sistemática de supressão da liberdade de expressão na Venezuela", alertou Lanza.