Nove entre dez brasileiros já receberam pelo menos uma fake news sobre o coronavírus

Redação Portal Imprensa | 04/05/2020 08:47
Desde o início da pandemia do coronavírus, fake news com conselhos para se proteger e sobre a sua origem se multiplicam nas redes sociais. Uma pesquisa realizada pela Avaaz, entre os dias 9 e 15 de abril, revela que 94% dos entrevistados disseram ter recebido pelo menos uma fake news sobre a pandemia. E um dado preocupante: pelo menos 7 em cada 10 pessoas acreditaram no conteúdo.

Crédito:Reprodução Fantástico
Os dados foram divulgados ontem em reportagem exibida pelo “Fantástico”.  “As pessoas têm consumido fake news majoritariamente através das redes sociais, do WhatsApp e do Facebook. Elas causam determinadas emoções que fazem com que a gente fique mais tempo com os olhos focados na tela”, disse Laura Moraes, coordenadora da campanha da Avaaz. 

Segundo a pesquisa, a fake news mais compartilhada foi a de que “o novo coronavírus foi criado em um laboratório secreto na China”. 

“O novo coronavírus é como qualquer gripe, tem os mesmos sintomas e uma taxa de mortalidade igual ou inferior à gripe comum” e “o coronavírus fica aderido à língua da pessoa por 3 dias. Então, amiga, orientar seu povo a escovar a língua, tá?” também estão entre as notícias falsas mais disseminadas. 

Em entrevista ao “Fantástico”, Paulo Ortellado, professor de políticas públicas da USP, disse que, no mês de abril, foram feitas 15 milhões de visualizações de conteúdos negacionistas, apenas nos grupos monitorados pelo laboratório da USP. Entre elas está a de que caixões estão com pedras ou que estão vazios estão sendo enterrados para causar pânico na população. “Mais ou menos 30% dos conteúdos compartilhados na última semana defendiam essa tese”, disse Ortellado. 

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