Uso distorcido de imagem de repórter é descoberto pelo projeto Comprova

Redação Portal IMPRENSA | 25/03/2020 19:04
Em meio ao crescente fluxo de desinformação impulsionado pela pandemia de coronavírus, viralizou no Brasil a foto de uma repórter de TV vestida em traje de proteção sendo gravada por um cinegrafista sem nenhum item de proteção. 

Na mensagem que ganhou as redes, a imagem é acompanhada  de uma legenda acusando a imprensa de catastrofismo e geração de pânico.  

Em checagem feita pelo Estadão como parte do projeto Comprova, que reúne 24 veículos de comunicação brasileiros para "descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas sobre coronavírus", ficou provado que o uso da imagem foi distorcido.
Crédito: Reprodução Comprova

De acordo com a checagem, a reportagem foi ao ar no Líbano, no dia 18 de março, na TV Al Hadath, e aborda o trabalho de uma fábrica local de roupas de proteção para profissionais da área da saúde em meio à crise do coronavírus. 

A repórter Ghinwa Yatim gravou com os trajes de proteção apenas para demonstrá-los, e não para causar pânico. A pauta era sobre trajes médicos feitos com materiais alternativos, devido à dificuldade de importar essas vestimentas no Líbano.

Para investigar a história, o Estadão checou a origem de um comentário postado na publicação da foto no Facebookm, que indicava o "contexto original da imagem e fornecia links para a reportagem sobre a fábrica de trajes". Os checadores também fizeram contato com uma jornalista da AFP em árabe, para ajudar com o idioma.