Turquia emite mandados de prisão contra 20 sauditas pelo assassinato do jornalista

Redação Portal IMPRENSA | 25/03/2020 13:05
Promotores turcos acusaram formalmente 20 sauditas pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em outubro de 2018, incluindo duas pessoas próximas ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Crédito:YASIN AKGUL / AFP/25/10/2018
Em um comunicado, a promotoria de Istambul disse que as investigações mostram que o ataque foi planejado. Khashoggi foi estrangulado e desmembrado dentro da embaixada saudita em Istambul. O jornalista colaborava para o The Washington Post e era crítico ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. 

Segundo o gabinete do promotor-chefe de Istambul, Disse Irfan Fida, o ex-conselheiro  Saud al-Qahtani e o ex-vice-chefe de inteligência Ahmed al-Asiri foram identificados como os autores intelectuais do assassinato.

Assistida por três oficiais de inteligência, uma equipe de 15 homens viajou para Istambul para cumprir as ordens de prisão internacional, mas como nenhum deles está no país, um julgamento à revelia será aberto em uma data não especificada.

A Turquia busca a prisão perpétua dos 20 acusados, mas a Arábia Saudita rejeitou os pedidos turcos para o retorno dos suspeitos para o julgamento.

A acusação turca foi baseada em evidências de registros de localização de celulares do acusado e registros de entrada e saída da Turquia e presença no consulado. Também foram encontradas evidências de buscas em seus quartos de hotel, consulado e residência do cônsul; do celular, laptop e iPad do Sr. Khashoggi; e de declarações de testemunhas.

Em dezembro do ano passado, um tribunal saudita condenou à morte cinco pessoas pelo assassinato de Khashoggi.

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