Em meio a crise institucional, El Salvador registra violências contra jornalistas

Redação Portal IMPRENSA | 10/02/2020 14:36
Vivendo uma crise institucional agravada neste domingo (9), quando militares e policiais apoiadores do presidente conservador Nayib Bukele ocuparam o Congresso para pressionar os deputados a aprovarem um empréstimo destinado a combater o crime, El Salvador tem sido palco de ameaças à liberdade de imprensa.

No domingo, quando jornalistas aguardavam a saída de Bukele da Assembléia Legislativa, um grupo de militares que acompanhava o presidente impediu, mediante empurrões, as perguntas da imprensa. Repórteres e cinegrafistas acabaram agredidos. 
Casos de violência contra jornalistas foram registrados após militares ocuparem Congresso de El Salvador

O ato de violência foi condenado por Edison Lanza, relator especial para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. No Twitter, ele disse que os jornalistas não deviam ser "reprimidos nem ter sua capacidade de cobertura restringida". 

A Asociación de Periodistas de El Salvador (Apes) também criticou a violência dos partidários do presidente Bukele contra a imprensa, classificando-a como uma "restrição à liberdade de imprensa e ao direito à informação". 

Até as 17h30 de domingo, a Apes informa que ao menos cinco casos de restrições ao exercício profissional de jornalistas haviam sido registrados no congresso do país.  

"É importante assinalar que as ações ocorridas revelam uma grave violação à institucionalidade e à democracia do país", diz o comunicado da Apes.