"Luanda Leaks" reúne 120 jornalistas de 36 veículos de imprensa

Redação Portal IMPRENSA | 20/01/2020 10:04
Mais de 30 veículos de imprensa de 20 países (incluindo o Brasil) divulgaram neste domingo, 19, reportagens sobre o caso "Luanda Leaks", como foram chamados os vazamentos de documentos sobre esquemas financeiros suspeitos encabeçados por Isabel dos Santos, filha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos. 

Conhecida como “a mulher mais rica da África”, Isabel até então era provável candidata às eleições presidenciais de Angola. 
Crédito:Reprodução
Negócios suspeitos de Isabel dos Santos foram alvo de vazamento investigado por 120 jornalistas ligados ao ICIJ

Parte de uma série de reportagens promovida pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ, na sigla em inglês) e realizada por 120 jornalistas, as matérias são baseadas no vazamento de 715 mil arquivos secretos que detalham o funcionamento de cerca de 400 empresas (espalhadas por mais de 40 países) ligadas a Isabel dos Santos e a seu marido, o congolês Sindika Dokolo. 

As ações ilícitas da empresária e de seu marido seriam várias, incluindo lavagem de dinheiro e controle abusivo de vários setores da economia angolana. Estima-se que somente a fortuna de Isabel é estimada em mais de US$ 3 bilhões. Junto com o marido ela tem negócios em áreas como energia, telecomunicações, bancos, varejo e imprensa.

O vazamento inclui e-mails com documentos comprometedores em anexo enviados por funcionários de empresas do casal e por prestadores de serviços. 

Os veículos de imprensa vêm destacando que os “Luanda Leaks” permitem esclarecer o controle que a família dos Santos exerce sobre a economia angolana e precisar os "valores astronômicos" de suas transações financeiras e imobiliárias.